
O ex-procurador do Estado, Marcelo Lopes da Silva, foi preso novamente nesta quarta-feira (16) durante uma nova fase da operação Ouroboros, conduzida pelo Ministério Público. A ação investiga um esquema de corrupção envolvendo contratos do Instituto Rio Metrópole (IRM) que somam R$ 86 milhões.
A prisão ocorreu após a Justiça autorizar o acesso a mensagens nos celulares de Marcelo e outros envolvidos, incluindo o ex-presidente do IRM, Davi Perini Vermelho, conhecido como Didê, e o ex-diretor Franquis Dias Nepomuceno.
Nova fase da investigação
As mensagens revelaram novas pistas, levando a uma nova frente de investigação. Segundo o Ministério Público, Thays Pinho Carneiro da Silva, então namorada de Marcelo, teria aberto uma microempresa usada para repassar dinheiro ao ex-procurador.
A empresa, aberta em maio de 2024, já havia sido contratada dois meses antes pela Engeconsult Consultores Técnicos Ltda., para prestar serviços administrativos. Marcelo teria recebido R$ 30 mil por meio de seis parcelas de R$ 5 mil.
Histórico de prisões e denúncias
Marcelo foi preso pela primeira vez em 9 de julho, quando a operação foi deflagrada. Na ocasião, 11 pessoas foram denunciadas por crimes como organização criminosa e corrupção. Ele foi liberado após 13 dias, mas a nova prisão foi ordenada após o avanço das investigações.
Caroline Soares Barros também é citada na investigação. Ela teria realizado saques em dinheiro vivo, totalizando mais de R$ 3 milhões. Em janeiro, foi abordada ao sacar R$ 500 mil em uma agência bancária.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso de perto para trazer mais atualizações.
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