13/09/2026

Amazônia fortalece proteção ambiental com criação de quatro novas reservas

Amazônia fortalece proteção ambiental com criação de quatro novas reservas

Em um movimento de grande impacto ambiental que ecoa por todo o país, incluindo a Região dos Lagos e o Norte Fluminense, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou, em 8 de setembro, um decreto crucial para a Amazônia. A medida estabelece quatro novas reservas de desenvolvimento sustentável no estado do Amazonas, fortalecendo a proteção da biodiversidade e dos modos de vida das populações tradicionais.

Essa categoria de unidade de conservação é projetada para permitir que as comunidades agroextrativistas continuem a utilizar os recursos naturais de forma sustentável. A iniciativa concilia a preservação ambiental com o desenvolvimento socioeconômico das populações locais, garantindo sua subsistência e a manutenção do ecossistema a longo prazo.

Novas Áreas Protegidas e Ampliação no Piauí

As quatro novas reservas de desenvolvimento sustentável estão localizadas em municípios estratégicos do Amazonas. São elas: Tupana Igapó-Açu I, situada em Borba; Tupana Igapó-Açu II, que abrange as áreas de Beruri e Tapauá; Canaã, nos municípios de Careiro e Arautazes; e Mirari, em Humaitá. Juntas, essas reservas somam uma área impressionante de aproximadamente 669 mil hectares, dedicados à conservação e ao uso sustentável.

Além das ações no Amazonas, o presidente Lula também assinou um decreto para ampliar o Parque Nacional de Sete Cidades, no Piauí. A área do parque foi expandida em 7.192 hectares, atingindo um total de 13.502 hectares. Essa expansão visa fortalecer a proteção de um importante patrimônio natural e arqueológico do Nordeste brasileiro.

Em seu discurso, o presidente enfatizou a importância econômica da preservação ambiental. Ele destacou que a proteção integral do meio ambiente será plenamente alcançada quando a sociedade reconhecer o potencial lucrativo do turismo em áreas conservadas, que oferecem oportunidades para "descansar e conhecer a nossa riqueza".

Lula argumentou que a sociedade "vai ter o dinheiro suficiente para justificar que a floresta em pé é mais rentável que uma floresta derrubada ou queimada". As assinaturas dos decretos ocorreram em alusão ao Dia da Amazônia, celebrado anualmente em 5 de setembro, reforçando a data como um marco para a agenda ambiental do país.

Investimento em Comunidades Tradicionais e Manejo Sustentável

Na mesma ocasião, o Serviço Florestal Brasileiro formalizou os contratos de concessão das Unidades de Manejo Florestal II e III da Floresta Nacional (Flona) de Humaitá, também no Amazonas. Com um prazo de 40 anos, esses contratos abrangem 162,7 mil hectares e marcam a conclusão da concessão das três unidades da Flona de Humaitá, totalizando 200,9 mil hectares sob manejo florestal sustentável. Este modelo de concessão assegura que a exploração dos recursos florestais seja realizada sob rigorosos padrões de sustentabilidade, contribuindo para a economia local sem comprometer o futuro da floresta.

O evento também foi palco da destinação de R$ 50,5 milhões do Fundo Amazônia, em recursos não reembolsáveis, para o projeto Naturezas Quilombolas. Essa verba será fundamental para apoiar a gestão territorial e ambiental de comunidades quilombolas na Amazônia Legal. O projeto prevê a elaboração e implementação de planos de gestão em mais de 16 territórios quilombolas, com um prazo de execução de 60 meses, e será coordenado pela Fundação Guamá. Os recursos não reembolsáveis do Fundo Amazônia são um pilar fundamental para o fortalecimento da autonomia e da capacidade de gestão ambiental dessas comunidades, que são guardiãs de vastas porções da floresta.

O Rio das Ostras Jornal continua acompanhando as políticas e ações que impactam o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável em todo o Brasil, trazendo informações relevantes para a Região dos Lagos e o Norte Fluminense.

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