Ação da PM investiga suspeitas de extorsão e restrição comercial em Macaé | Rio das Ostras Jornal

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Ação da PM investiga suspeitas de extorsão e restrição comercial em Macaé


Operação do 32º BPM no Parque Aeroporto levou quatro pessoas à delegacia e apreendeu equipamentos de internet e galões de água

Uma ação de inteligência do 32º Batalhão de Polícia Militar investigou, nesta quarta-feira (2), possíveis práticas de extorsão e restrição comercial na região do Parque Aeroporto, em Macaé. A operação teve como foco informações sobre possíveis imposições relacionadas à atuação de empresas e comerciantes na localidade.

Equipes do Grupamento de Ações Táticas (GAT) e do Serviço Reservado realizaram abordagens a veículos, pessoas e estabelecimentos ligados ao fornecimento de serviços de internet. Durante as diligências, os policiais também buscaram informações sobre possíveis interferências do tráfico de drogas nas atividades comerciais da região.

Segundo os levantamentos apresentados pela PM, uma empresa provedora de internet teria sido a única do segmento que não sofreu ações de vandalismo na localidade. Durante a ocorrência, uma testemunha afirmou aos policiais que estava no estabelecimento por orientação de integrantes do tráfico de drogas, porque outros provedores não estariam autorizados a atuar naquela área.

A declaração foi registrada por meio de Câmera Operacional Portátil (COP). Na sequência, os policiais solicitaram à atendente documentos referentes ao estabelecimento e à atividade desenvolvida. Como a documentação solicitada não foi apresentada, os envolvidos e os materiais arrecadados foram encaminhados para a 123ª Delegacia de Polícia.

O estabelecimento permaneceu preservado para que a autoridade policial avaliasse a necessidade de realização de perícia.

Polícia também apura possível restrição na venda de água

As diligências também levaram os policiais a investigar informações sobre uma possível determinação para que estabelecimentos comerciais da região vendessem água mineral exclusivamente de uma determinada marca.

Em um dos locais abordados, os agentes encontraram galões da marca mencionada. O responsável pelo estabelecimento afirmou que a água comercializada deveria ser exclusivamente daquela empresa e que havia um valor mínimo estipulado para a venda.

Questionado sobre a origem dos produtos e a documentação que comprovasse a aquisição, o comerciante apresentou apenas um documento sem identificação da marca, vínculo empresarial ou CNPJ. A declaração também foi registrada pela Câmera Operacional Portátil utilizada por um dos policiais.

Ao todo, quatro pessoas foram conduzidas à 123ª DP, juntamente com os materiais arrecadados, para análise da autoridade policial e adoção das medidas legais cabíveis.

Entre os materiais levados para a delegacia estão um rolo de fibra óptica, um notebook, ordens de serviço e 13 galões de água mineral da marca citada na ocorrência.

Comandante destaca defesa da liberdade comercial

O comandante do 32º BPM, tenente-coronel Rodrigues, afirmou que a atuação da unidade busca garantir a segurança da população e preservar a liberdade de escolha e o livre exercício das atividades comerciais.

Segundo o oficial, a Polícia Militar continuará atuando para identificar e combater possíveis práticas dessa natureza, sempre dentro da legalidade.

A ocorrência foi apresentada à autoridade policial, que ficará responsável pela análise dos fatos e pela definição das medidas cabíveis a partir das informações e materiais apresentados.

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