22/08/2026

Polícia prende entregador acusado de espancamento em Copacabana

Polícia prende entregador acusado de espancamento em Copacabana
Imagem gerada com IA

A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta sexta-feira (21), um dos entregadores acusados de participar do brutal espancamento de Cláudio Rafael Landeiro, em Copacabana. Felipe Eduardo dos Santos Silva se entregou à 12ª Delegacia de Polícia, localizada no bairro da Zona Sul carioca, horas após a divulgação das imagens que flagraram a agressão.

O caso, que ganhou repercussão nacional, envolveu a agressão a Cláudio Rafael Landeiro, que veio a óbito. Além de Felipe, a investigação aponta para a participação de Ailton José da Silva, que permanece foragido. Outros dois seguranças, Jorge Luiz Ricardo Fias e Davi Santo Machado, também já estão detidos pelo envolvimento no crime que chocou o Rio de Janeiro e a Região dos Lagos.

Jorge Luiz Ricardo Fias se entregou à mesma delegacia na quinta-feira (20), enquanto Davi Santo Machado se apresentou no mesmo dia, mas na 53ª DP, em Mesquita, na Baixada Fluminense. A Polícia Civil do Rio de Janeiro segue nas buscas por Ailton José da Silva, o segundo entregador flagrado nas imagens, intensificando a operação em diversas áreas do Norte Fluminense e da Costa do Sol.

As investigações revelaram que os próprios agressores filmaram a ação e, de forma chocante, divulgaram o vídeo em um grupo de entregadores por aplicativo, evidenciando a frieza e a falta de escrúpulos dos envolvidos no crime, que gerou grande comoção em todo o Interior do RJ.

Em seu depoimento à delegacia de Copacabana, Davi Santo Machado alegou não saber que Cláudio Rafael Landeiro tinha problemas mentais. Ele afirmou ter questionado a origem da bicicleta, e como não obteve resposta, decidiu pegá-la. No caminho, encontrou os outros entregadores do iFood e relatou a suspeita de roubo, classificando sua atitude como um "ato insano".

A plataforma iFood, por sua vez, emitiu uma nota oficial lamentando profundamente a morte de Cláudio Rafael Landeiro e se solidarizando com a família. A empresa declarou que está colaborando com as autoridades e reforçou sua política de tolerância zero contra qualquer forma de violência, indicando que os entregadores envolvidos podem ser banidos permanentemente de sua plataforma.

A empresa destacou que sua Política de Combate à Discriminação e à Violência estabelece regras claras para um ambiente ético e seguro para todos os seus usuários, parceiros e entregadores. O descumprimento dessas diretrizes pode levar a medidas que vão desde advertências até a desativação definitiva da conta dos infratores, conforme comunicado oficial.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso, que continua a gerar grande comoção e debate sobre a segurança nas ruas da Região dos Lagos e em todo o estado do Rio de Janeiro.

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