22/08/2026

Conflito se agrava: Rússia acusa Ucrânia por mortes de civis em ataques de drones

Conflito se agrava: Rússia acusa Ucrânia por mortes de civis em ataques de drones

A Rússia acusou a Ucrânia de ser responsável pela morte de pelo menos seis civis em uma série de ataques com drones ocorridos durante a noite de sexta-feira (21) e a madrugada deste sábado (22). As ofensivas teriam atingido diversas regiões russas, incluindo Samara, Krasnodar e Belgorod, além da província de Luhansk, controlada por Moscou.

Segundo autoridades regionais russas, os bombardeios causaram feridos e danos significativos. Em Samara, um armazém da varejista online Ozon e uma instalação industrial foram atingidos, enquanto em Krasnodar, duas crianças morreram. A capital ucraniana, Kiev, e outras cidades também foram alvo de ataques russos nos dias anteriores, resultando em dezenas de mortos e feridos, evidenciando a escalada de violência no leste europeu.

Escalada de Ataques e Acusações Mútuas

As acusações russas detalham os impactos dos drones. Em Samara, o governador Vyacheslav Fedorishchev relatou feridos e danos a um armazém da Ozon e a uma instalação industrial, que a Ucrânia alega ser a refinaria de Novokuibyshevsk. Este é o primeiro ataque à Ozon, seguindo uma série de ofensivas contra a concorrente Wildberries, interpretadas por Kiev como parte de uma campanha contra a infraestrutura econômica russa.

No sul da Rússia, em Krasnodar, o governador Veniamin Kondratyev confirmou a morte de duas crianças e ferimentos em dois adultos na cidade portuária de Yeysk, no Mar de Azov. Outras regiões fronteiriças também foram afetadas: Belgorod registrou duas mortes e 13 feridos, enquanto Bryansk teve quatro feridos. Na província de Luhansk, controlada pela Rússia, o governador Leonid Pasechnik informou a morte de dois civis, incluindo um adolescente de 16 anos, e nove feridos. O Ministério da Defesa russo afirmou ter abatido 457 drones ucranianos na noite.

Resposta Ucraniana e Apelos por Ajuda

A Ucrânia, por sua vez, havia acusado a Rússia de ataques civis nos dois dias anteriores. Na sexta-feira (21), drones russos atingiram um shopping movimentado em Kryvyi Rih, no leste do país, resultando em 15 mortos e quase cem feridos. Outro ataque em Tokarivka, no sul, matou quatro pessoas, incluindo três crianças.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, classificou o bombardeio como "absolutamente cínico e desprezível", reiterando a pressão sobre os aliados por mais apoio. Ele descreveu os ataques como "atos de terrorismo" e cobrou uma reação mundial com "pressão real sobre o agressor". Um dia antes, na quinta-feira (20), uma ofensiva russa em larga escala contra Kiev matou 15 pessoas e danificou escolas, hospitais infantis, creches e dezenas de edifícios.

Zelenskyy divulgou fotos dos alvos atingidos, chamando-os de "um dos mais cínicos e calculados" bombardeios russos. O Ministério da Defesa russo confirmou o ataque, mas alegou ter atingido instalações de produção de componentes para drones, um depósito militar e um centro de logística. O líder ucraniano destacou o uso de diferentes tipos de mísseis e 168 drones na ofensiva, muitos dos quais foram interceptados. Ele aproveitou para pressionar os países europeus e os Estados Unidos por sistemas de defesa antiaérea Patriot, essenciais contra mísseis balísticos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, respondeu no X (antigo Twitter), afirmando que estava trabalhando com os Estados-membros e parceiros para fornecer recursos antibalísticos à Ucrânia como "a mais urgente das prioridades". Enquanto isso, o Kremlin afirmou não ter informações sobre uma visita de negociadores americanos a Moscou, após Zelenskyy anunciar ter entregue propostas de paz a representantes dos EUA.

O Rio das Ostras Jornal continua acompanhando os desdobramentos deste conflito que impacta a segurança global e a vida de milhões de pessoas. Leia mais sobre os ataques na região.

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