Líder da Igreja de Lúcifer é assassinado a tiros em Fortaleza | Rio das Ostras Jornal

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Líder da Igreja de Lúcifer é assassinado a tiros em Fortaleza

Líder da Igreja de Lúcifer é assassinado a tiros em Fortaleza
Imagem gerada com IA

O pai de santo Luciano Victor Melo de Sousa, mais conhecido como Bruxo Paulo Padilha, foi brutalmente assassinado a tiros na quinta-feira, 20 de agosto de 2026, em Fortaleza, Ceará. O crime ocorreu em frente a uma oficina mecânica, onde ele havia parado para um reparo em seu veículo.

Aos 38 anos, Padilha era uma figura pública e controversa, reconhecido por fundar a primeira Igreja de Lúcifer no Ceará. Ele se apresentava como praticante da quimbanda luciferiana, uma vertente que cultua entidades como exus e pombagiras, e era conhecido por oferecer serviços de amarração amorosa e se descrever como bruxo e bispo satânico nas redes sociais.

A Trajetória e as Polêmicas de Bruxo Paulo

A Igreja de Lúcifer de Fortaleza, fundada por Paulo Padilha, operava desde setembro de 2023 na rua Instituto do Ceará, no bairro Benfica. Sua atuação gerava debates e, ao longo de sua vida, ele acumulou um histórico de conflitos com a Justiça.

Em março de 2025, por exemplo, Padilha foi preso em flagrante em um de seus estabelecimentos comerciais. A ocorrência registrou acusações de desacato, corrupção ativa e injúria de caráter homofóbico contra duas mulheres e a equipe policial que atendia ao chamado. Na ocasião, ele teria oferecido dinheiro aos agentes para evitar a prisão, conforme apurado pela coluna Na Mira.

Além disso, o Bruxo Paulo Padilha respondia a um processo na Justiça do Ceará por ameaça, evidenciando um perfil com histórico de problemas legais.

O Crime e a Investigação em Fortaleza

O assassinato de Paulo Padilha ocorreu quando ele estava acompanhado de outro homem, que usava tornozeleira eletrônica. Este acompanhante também foi baleado durante o ataque e socorrido em estado grave para uma unidade hospitalar.

Testemunhas relataram à Polícia Militar do Ceará que um motociclista se aproximou da oficina e efetuou diversos disparos. Paulo Padilha foi atingido na cabeça e no abdômen, vindo a óbito no local. A Secretaria da Segurança Pública do Ceará (SSPDS) confirmou que Luciano Victor Melo de Sousa possuía antecedentes criminais por corrupção ativa, ameaça, injúria e desacato.

O caso está sendo investigado pela 5ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que busca esclarecer a autoria e a motivação do crime. O Rio das Ostras Jornal segue acompanhando os desdobramentos deste caso que choca o país e repercute na comunidade religiosa e jurídica.

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