Governador do Maranhão nega acusações de condenado por homicídio e classifica relatos como "mentirosos" | Rio das Ostras Jornal

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Governador do Maranhão nega acusações de condenado por homicídio e classifica relatos como "mentirosos"

Governador do Maranhão nega acusações de condenado por homicídio e classifica relatos como "mentirosos"
Imagem gerada com IA

O governador do Maranhão, Carlos Brandão (MDB), negou nesta terça-feira (18) qualquer ligação com Gilbson Cutrim Junior, condenado pelo assassinato de João Bosco Sobrinho no caso conhecido como "Tech Office". Brandão classificou as acusações do réu confesso, que alegou encontros e entrega de dinheiro no Palácio dos Leões, como "mentirosas" e sem provas.

As declarações de Gilbson, feitas em depoimento à Polícia Federal, indicam que ele frequentava a sede do governo estadual em São Luís e até possuía uma vaga reservada no estacionamento. O réu também implicou Daniel Brandão, sobrinho do governador e presidente afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), em supostas reuniões.

As acusações de Gilbson e a defesa do governador

Em sua manifestação, o governador Carlos Brandão foi categórico ao rechaçar as alegações. "Nunca tive relação com esse condenado confesso. Nunca o recebi no Palácio, nem em qualquer lugar", declarou Brandão em publicação na rede social X (antigo Twitter). Ele enfatizou a ausência de provas que pudessem sustentar as "inverdades" proferidas por Gilbson Cutrim Junior.

No depoimento à Polícia Federal, Gilbson detalhou seu suposto acesso ao Palácio dos Leões, afirmando: "Eu tinha uma vaga no Palácio dos Leões. Eu chegava, entrava, a vaga número 6". Além disso, o condenado alegou ter entregue valores em espécie diretamente ao governador dentro da sede do Executivo maranhense. Essas afirmações geraram grande repercussão e motivaram a pronta resposta de Brandão.

O governador rebateu especificamente a alegação sobre a vaga de estacionamento, informando que o local citado, a vaga número 6, está ocupado há seis anos por um gerador de energia que atende ao prédio histórico. Essa contra-argumentação visa descredibilizar a versão de Gilbson sobre seu livre trânsito e privilégios no Palácio.

O Caso Tech Office: contexto do homicídio

Gilbson Cutrim Junior foi condenado a 13 anos de prisão pelo homicídio de João Bosco Sobrinho, crime ocorrido em agosto de 2022. O assassinato se deu no centro empresarial Tech Office, localizado em São Luís, capital do Maranhão. Inicialmente, a Polícia Civil registrou o caso como motivado por uma desavença pessoal entre as partes envolvidas.

No entanto, a narrativa do crime ganhou novos e complexos desdobramentos após o depoimento de Gilbson à Polícia Federal. Nesta nova versão, o réu associou o homicídio a uma disputa por propina, elevando o caso a um patamar de investigação mais amplo e envolvendo figuras políticas. Ele também apontou que Daniel Brandão, sobrinho do governador, esteve no local momentos antes dos acontecimentos que culminaram na morte de Sobrinho.

A Polícia Federal segue investigando as novas informações trazidas por Gilbson Cutrim Junior, buscando verificar a veracidade das acusações e a possível ligação de outras pessoas ao esquema de propina e ao homicídio. O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e seus desdobramentos no cenário político e judicial do Maranhão.

Para mais informações sobre o caso, clique aqui.

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