
Dólar pode fechar o ano a R$ 5,35, mas fatores externos geram incerteza
Rio de Janeiro – O PicPay projeta que o dólar encerre o ano em torno de R$ 5,35, segundo estudo conduzido pelos economistas Ariane Benedito e Matheus Pizzani. A previsão considera um cenário de ligeira depreciação cambial.
Pizzani, em entrevista ao Money Times, destacou que a política monetária está se desenvolvendo conforme esperado, com dados de inflação no Brasil e nos EUA melhores que o previsto.
Impacto da política monetária
No Brasil, o PicPay prevê dois cortes de 0,25 ponto percentual na Selic, levando a taxa para 13,5% até o final de 2026. Apesar de uma mensagem mais dura sobre a atividade econômica, a tendência de desaceleração pode permitir mais cortes.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve deve aumentar os juros em dezembro, segundo Pizzani. A alta dos juros americanos é um dos fatores que podem impactar a cotação do dólar.
Volatilidade cambial
O mercado cambial brasileiro enfrenta estresse devido à proximidade do período eleitoral e à retirada de R$ 20 bilhões por investidores estrangeiros em agosto. Isso aumenta a volatilidade do dólar à vista, segundo Pizzani.
As eleições de meio de mandato nos EUA e o envio de remessas de empresas para o exterior também são fatores que podem pressionar o real.
Treasuries e petróleo
Dois fatores destoam do estudo inicial: o mercado de Treasuries nos EUA e o preço do petróleo Brent, que está acima do previsto. O Tesouro dos EUA anunciou aumento na recompra de títulos, o que pode desvalorizar o dólar globalmente.
Essas intervenções podem fazer com que o dólar feche o ano abaixo de R$ 5,35, avalia Pizzani.
O Rio das Ostras Jornal acompanha de perto as movimentações econômicas que podem impactar a região.
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