Pms ligados a Rogério Andrade são detidos novamente por quebrar domiciliar. | Rio das Ostras Jornal

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Pms ligados a Rogério Andrade são detidos novamente por quebrar domiciliar.

Pms ligados a Rogério Andrade são detidos novamente por quebrar domiciliar.
Foto: Márcia Foletto/Agência O Globo

Em Rio de Janeiro, três policiais militares, que haviam sido denunciados por integrar o esquema de segurança pessoal do bicheiro Rogério Andrade, foram novamente alvos de uma operação nesta terça-feira. A ação resultou no cumprimento de mandados de prisão preventiva, após os agentes violarem as condições de sua prisão domiciliar, um fato que repercute na Região dos Lagos e em todo o Norte Fluminense.

Os policiais Carlos Fernando Dias Chaves, Carlos Magno Mariano de Souza e Waldeci Barbosa Nunes tiveram as prisões preventivas decretadas. De acordo com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), os agentes “descumpriram reiteradamente as medidas cautelares impostas pela Justiça”, demonstrando claro desprezo pelas determinações judiciais.

Violações das medidas cautelares

Apesar de terem sido beneficiados com a prisão domiciliar, os réus falharam em cumprir diversas regras. Entre as violações mais graves, destacam-se o descumprimento do recolhimento noturno e a ausência em suas residências durante os finais de semana, conforme exigido pela Justiça. Essas condutas são consideradas graves, especialmente para agentes da lei.

No caso específico de Dias Chaves, as infrações foram ainda mais evidentes. Foi constatado que a tornozeleira eletrônica do policial descarregou em, pelo menos, nove dias. Em uma dessas ocasiões, o aparelho permaneceu inoperante por mais de três dias consecutivos, inviabilizando completamente a fiscalização do cumprimento da medida cautelar imposta. O Gaeco ressaltou que as ações dos três policiais colocaram em risco a ordem pública.

Detalhes da Operação Pretorianos

A operação desta terça-feira contou com o apoio crucial da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI/MPRJ) e da Corregedoria da Polícia Militar, reforçando a seriedade da investigação. Esta fase é um desdobramento da Operação Pretorianos, cuja primeira etapa foi deflagrada em março de 2024.

Na ocasião inicial, a Operação Pretorianos visava o cumprimento de 20 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão. Entre os alvos estavam 18 policiais militares da ativa e um policial penal, todos acusados de integrar o grupo chefiado por Rogério Andrade, que está preso desde outubro de 2024. Naquela fase, o Gaeco denunciou à Justiça um total de 31 pessoas pelo crime de organização criminosa.

O nome da operação, “Pretorianos”, faz alusão à Guarda Pretoriana, a unidade de defesa pessoal dos imperadores romanos na antiguidade. A escolha do nome sublinha a natureza da acusação contra os policiais, que supostamente atuavam como segurança pessoal de um bicheiro, em vez de cumprir suas funções públicas.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e trará novas informações sobre o desdobramento desta importante operação que afeta a segurança pública na Costa do Sol e em todo o Interior do RJ.

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