
A China negou veementemente, nesta sexta-feira (17.jul.2026), as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que o país asiático teria interferido nas eleições norte-americanas de 2020. A resposta oficial veio do porta-voz da embaixada chinesa em Washington, marcando um novo capítulo na tensa relação bilateral.
Liu Chang, representante de Pequim na capital norte-americana, foi categórico ao afirmar que "a China nunca interferiu e nunca interferirá nas eleições presidenciais dos EUA". Ele reiterou que o país segue uma "política de não intervenção nos assuntos internos de outras nações", conforme divulgado pela agência Reuters.
Acusações de Trump sobre violação de dados
Em um pronunciamento na Casa Branca, na noite de quinta-feira (16.jul.2026), o presidente Trump havia levantado sérias acusações contra a China. Ele alegou que o país teria promovido a "maior violação de dados eleitorais da história", hackeando informações de impressionantes 220 milhões de eleitores norte-americanos.
Segundo o republicano, a China teria trabalhado ativamente para impedir sua reeleição em 2020. Trump detalhou que, já em meados de 2018, Pequim estaria focada em influenciar os resultados das eleições de meio de mandato e, posteriormente, o próprio pleito presidencial de 2020.
O presidente também mencionou que, em 2019, a estratégia do governo chinês contra os Estados Unidos se concentrava em minar a confiança interna no líder americano. Ele chegou a afirmar que o governo chinês tentou fabricar cédulas de voto em favor do então candidato Joe Biden, do Partido Democrata.
Trump ainda acusou que informações cruciais da CIA (Agência Central de Inteligência) e da NSA (Agência de Segurança Nacional) sobre possíveis tentativas de interferência chinesa teriam sido propositalmente ocultadas de informes presidenciais oficiais.
O motivo, de acordo com o presidente, seria sua postura firme em relação à China. "O motivo pelo qual queriam que eu perdesse é que sabiam que eu estava atento às manobras deles. Eu lhes impus bilhões e bilhões de dólares em tarifas e construí as forças armadas mais poderosas do mundo", declarou Trump.
Relação bilateral em meio às tensões
As recentes declarações de Trump surgem apenas dois meses após seu encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, em Pequim, em 14 de maio de 2026. Na ocasião, Trump havia expressado respeito por Xi e descrito o relacionamento entre eles como "fantástico".
Xi Jinping, que é presidente da República Popular da China desde 2013, esteve no poder durante os dois mandatos do republicano. A agenda diplomática prevê uma visita do líder chinês à Casa Branca em setembro deste ano, o que adiciona uma camada de complexidade às atuais tensões.
Apesar das acusações sobre a eleição de 2020, Trump não mencionou os pleitos de 2016 e 2024, dos quais ele saiu vencedor. A situação ressalta a volatilidade das relações entre as duas maiores economias do mundo, com implicações que reverberam globalmente, inclusive para regiões como a Costa do Sol e o Norte Fluminense, que acompanham de perto os desdobramentos da política internacional.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.
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