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| Foto: Divulgação |
A campanha da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026 terminou de forma abaixo das expectativas. Após a derrota para a Noruega nas oitavas de final, o Brasil encerrou sua participação na 11ª colocação da classificação geral do torneio, repetindo um dos resultados menos expressivos de sua trajetória na principal competição do futebol mundial.
A definição da posição ocorreu após o encerramento de todos
os confrontos das oitavas de final. Conforme os critérios estabelecidos pela Fifa,
as seleções eliminadas nesta fase são classificadas entre o 9º e o 16º lugares,
levando em consideração o desempenho acumulado durante toda a competição.
Classificação foi definida pelos critérios da Fifa
Embora tenha avançado à fase eliminatória, o Brasil não
conseguiu seguir na disputa pelo hexacampeonato após ser superado pela Noruega.
Na classificação geral, a equipe comandada pelo técnico
Carlo Ancelotti somou 10 pontos ao longo da campanha, marcou 10 gols e encerrou
o Mundial com saldo positivo de seis gols. Esses números colocaram a Seleção na
11ª posição entre as 48 equipes participantes.
À frente do Brasil ficaram México, que terminou em nono
lugar, e Colômbia, na décima posição. Logo atrás apareceram Estados Unidos,
Portugal, Canadá, Egito e Paraguai, completando o grupo das seleções eliminadas
nas oitavas de final.
O sistema adotado pela Fifa leva em consideração,
sucessivamente, a pontuação conquistada, o saldo de gols, o número de gols
marcados, o índice disciplinar — baseado em cartões amarelos e vermelhos — e,
em último caso, a posição das seleções no ranking mundial da entidade.
Segunda pior campanha brasileira em Copas
A 11ª colocação iguala a segunda pior campanha do Brasil em
toda a história das Copas do Mundo.
Em 23 participações no torneio, apenas uma vez a Seleção
teve desempenho inferior. Isso ocorreu em 1934, quando o Brasil foi eliminado
logo em sua estreia diante da Espanha e terminou a competição na 14ª colocação.
O outro registro de 11º lugar aconteceu em 1966, na
Inglaterra. Naquela edição, disputada por apenas 16 seleções, o Brasil foi
eliminado ainda na fase de grupos, encerrando precocemente sua participação.
Mesmo em campanhas que terminaram antes das semifinais, a
Seleção normalmente alcançou colocações superiores. Em 2022, por exemplo, o
Brasil terminou na sétima posição após a eliminação nas quartas de final.
Uma trajetória marcada por conquistas
Apesar do resultado decepcionante em 2026, a história
brasileira na Copa do Mundo continua sendo uma das mais vitoriosas do futebol
internacional.
O Brasil permanece como a única seleção presente em todas as
edições do torneio desde sua criação, em 1930, além de ser o maior campeão da
história da competição, com cinco títulos conquistados.
As taças vieram nas edições de 1958, na Suécia; 1962, no
Chile; 1970, no México; 1994, nos Estados Unidos; e 2002, na Coreia do Sul e no
Japão.
Além dos títulos, a Seleção foi vice-campeã em 1950 e 1998,
conquistou o terceiro lugar em 1938 e 1978 e terminou na quarta colocação em
1974 e 2014.
Ao longo das últimas décadas, o Brasil também acumulou
campanhas consistentes, frequentemente alcançando as quartas de final e as
semifinais da competição, consolidando sua posição entre as maiores potências
do futebol mundial.
Eliminação amplia debate sobre renovação
A derrota para a Noruega interrompeu mais uma tentativa
brasileira de conquistar o tão esperado sexto título mundial.
O resultado provocou novas discussões sobre o planejamento
esportivo da Seleção, a renovação do elenco e os caminhos que deverão ser
adotados para o próximo ciclo de competições internacionais.
Sob o comando de Carlo Ancelotti, o Brasil apresentou
momentos de bom desempenho durante a fase de grupos, mas voltou a demonstrar
dificuldades diante de adversários organizados defensivamente, cenário que
acabou sendo determinante na eliminação.
A expectativa agora recai sobre o trabalho que será
desenvolvido nos próximos anos, especialmente visando as Eliminatórias para a
Copa do Mundo de 2030 e outras competições organizadas pela Conmebol e pela
Fifa.
Copa de 2026 marcou novo formato do Mundial
A edição de 2026 entrou para a história por ser a primeira
disputada com 48 seleções participantes, ampliando significativamente o número
de países representados e alterando o formato da competição.
Com mais equipes, a Fifa também passou a adotar uma
classificação geral mais ampla para definir a posição final de todas as
seleções eliminadas ao longo do torneio.
Nesse modelo, as equipes derrotadas nas oitavas de final
ocupam automaticamente as posições entre o nono e o décimo sexto lugares, sendo
ordenadas conforme o desempenho obtido durante toda a campanha.
Entre os três países-sede da competição, o México foi o que
alcançou o melhor desempenho, encerrando sua participação na nona colocação. Os
Estados Unidos terminaram em 12º lugar, enquanto o Canadá ficou na 14ª posição.
Portugal, que disputou a última Copa do Mundo de Cristiano
Ronaldo, encerrou sua campanha em 13º lugar após ser eliminado pela Espanha.
Olhar já está voltado para 2030
Com o encerramento da campanha, o futebol brasileiro inicia
um novo ciclo de preparação para a próxima Copa do Mundo.
A missão será reconstruir uma equipe capaz de voltar a
disputar o título mundial e encerrar um jejum que já dura desde 2002.
Embora o resultado de 2026 represente uma das campanhas
menos expressivas da história da Seleção Brasileira, o histórico vencedor do
país, aliado à tradição na formação de talentos e à força do futebol nacional,
mantém viva a expectativa de que o Brasil retorne ao protagonismo nos próximos
anos e volte a figurar entre os principais candidatos ao título na Copa do
Mundo de 2030.

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