Argentina x Inglaterra terá segurança reforçada e proibição de bandeiras sobre as Malvinas | Rio das Ostras Jornal

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Argentina x Inglaterra terá segurança reforçada e proibição de bandeiras sobre as Malvinas

Bandeirão da torcida do River Plate em jogo do Campeonato Argentino: mapa das Malvinas e as frases: "Território argentino, River não esquece" — Foto: Marcelo Endelli/Getty Images


A semifinal da Copa do Mundo entre Argentina e Inglaterra, marcada para esta semana em Atlanta, nos Estados Unidos, será cercada por um forte esquema de segurança devido à histórica rivalidade entre as duas seleções. A Fifa determinou uma série de medidas preventivas, incluindo a proibição da entrada de bandeiras, faixas e qualquer outro material que faça referência à Guerra das Malvinas, conflito que marcou profundamente a relação entre os dois países.

Além das restrições aos símbolos ligados ao conflito de 1982, também estarão proibidas mensagens consideradas provocativas ou que possam estimular confrontos entre os torcedores dentro do estádio.

Guerra das Malvinas segue como símbolo da rivalidade

A Guerra das Malvinas, conhecida no Reino Unido como Guerra das Falklands, ocorreu em 1982 e teve como motivo a disputa pela soberania do arquipélago localizado no Atlântico Sul. As ilhas são administradas pelos britânicos desde 1833, mas continuam sendo reivindicadas pela Argentina.

O conflito armado durou pouco mais de dois meses e deixou um saldo de mais de 600 militares argentinos mortos, além de centenas de vítimas britânicas. Desde então, o episódio tornou-se um dos principais elementos da rivalidade histórica entre argentinos e ingleses, que também ganhou novos capítulos dentro dos gramados.

Fifa e autoridades montam operação especial

A ministra da Segurança da Argentina, Alejandra Monteoliva, informou que representantes do governo participaram, na última segunda-feira, de uma reunião com dirigentes da Fifa para definir os protocolos de segurança da partida.

Entre as medidas adotadas está a separação dos acessos ao estádio. Os torcedores argentinos utilizarão o portão 4, enquanto os ingleses entrarão pelo portão 3.

Apesar disso, os ingressos não foram vendidos por setores exclusivos para cada torcida, o que exige uma vigilância ainda maior no interior da arena.

Para garantir a segurança, cerca de 1.600 agentes privados atuarão no estádio, além do reforço das forças policiais locais.

Também será proibida a entrada com garrafas, objetos que possam ser utilizados como arma e qualquer item considerado potencialmente perigoso.

Seleção argentina tenta reduzir tensão

Além da preocupação das autoridades, a própria comissão técnica da Argentina busca diminuir o clima de rivalidade que envolve o confronto.

Após a classificação para a semifinal, o técnico Lionel Scaloni afirmou que a partida deve ser encarada apenas como um jogo de futebol, procurando afastar questões políticas e históricas do ambiente esportivo.

Alejandra Monteoliva também revelou que as autoridades já identificaram 13 argentinos que tentaram burlar os controles de acesso ou utilizar ingressos falsificados.

Segundo a ministra, esses torcedores foram proibidos de assistir às partidas da Copa do Mundo e também estão impedidos de frequentar eventos esportivos na Argentina.

Polícia de Atlanta reforça segurança

O Departamento de Polícia de Atlanta divulgou uma nota informando que ampliou o efetivo em toda a cidade para receber o grande fluxo de visitantes durante a semifinal.

De acordo com o comunicado, agentes e recursos extras foram mobilizados em torno do estádio, das áreas de entretenimento e dos principais pontos turísticos para garantir a segurança de moradores e turistas.

As autoridades afirmam que o objetivo é prevenir incidentes, combater atividades criminosas e assegurar que o evento transcorra de forma tranquila.

Rivalidade vai além do futebol

Embora o confronto entre Argentina e Inglaterra seja marcado por grandes jogos ao longo da história, como a inesquecível vitória argentina por 2 a 1 na Copa do Mundo de 1986, eternizada pelo gol da "La Mano de Dios" e pelo gol considerado um dos mais bonitos da história, o duelo também carrega um forte componente histórico e emocional.

Por esse motivo, a Fifa e as autoridades locais adotaram medidas rigorosas para que a disputa permaneça exclusivamente dentro das quatro linhas, garantindo que a semifinal seja lembrada pelo futebol e não por episódios de violência entre torcedores.

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