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O julgamento que culminou na condenação do ex-vereador Jairinho pela morte de Henry Borel ganhou um novo e impactante contorno com o depoimento de Kaylane, hoje com 18 anos. Filha de uma ex-namorada do réu, ela revelou aos jurados ter sofrido agressões atribuídas a Jairinho desde os cinco anos de idade, em um relato exibido pelo Fantástico que se tornou peça fundamental na decisão judicial.
Este testemunho, vindo à tona em um dos casos de maior repercussão no Rio de Janeiro e no país, reforçou a tese do Ministério Público de que a morte de Henry não foi um incidente isolado. A narrativa de Kaylane trouxe um contexto doloroso e crucial para a compreensão do comportamento do ex-vereador.
O Impacto do Depoimento de Kaylane
Kaylane, que hoje tem 18 anos, detalhou com clareza as agressões que sofreu quando criança. Seu relato, exibido em trechos pelo Fantástico, foi um dos pontos altos do júri que condenou Jairinho. A jovem é filha de Natasha Machado, ex-namorada do réu, e sua coragem em depor sobre eventos tão antigos e traumáticos foi amplamente destacada.
A importância do depoimento de Kaylane reside na sua capacidade de demonstrar um padrão de comportamento violento por parte de Jairinho, corroborando a argumentação da acusação. A defesa do ex-vereador, por sua vez, informou que recorrerá da decisão, buscando reverter a condenação.
Detalhes das Agressões e o Silêncio Imposto
A jovem descreveu momentos de terror vividos na infância. Segundo Kaylane, Jairinho a agredia durante passeios, utilizando termos como “socos na cabeça” que ele chamava de “mocadas”. Além das agressões físicas, ela relatou que ele apertava seu braço com muita força e a submetia a afogamentos simulados.
“Ele ficava me afundando até eu encostar no chão. Me soltava, eu respirava, e ele me afogava de novo”, afirmou Kaylane. Mais perturbador ainda foi a ameaça constante imposta por Jairinho para que ela não contasse nada à mãe, mantendo o ciclo de violência em segredo. A mãe da jovem, Natasha Machado, só tomou conhecimento das agressões cerca de um ano após o término do relacionamento com o ex-vereador.
O impacto psicológico dessas agressões foi profundo. Natasha Machado contou que, ao saber do caso Henry Borel pela imprensa, a filha passou a sentir uma culpa avassaladora por não ter denunciado as violências sofridas anos antes. “Quando a gente descobriu, eu me senti muito culpada, porque achei que, se tivesse falado, não teria chegado ao que chegou”, declarou Kaylane, evidenciando o peso emocional que carregou por anos.
A Repercussão e a Condenação de Jairinho
O Ministério Público utilizou o testemunho de Kaylane e de outras mulheres e crianças que também relataram agressões atribuídas a Jairinho para sustentar a tese de que a morte de Henry não foi um episódio isolado de violência. Essa estratégia foi fundamental para a construção do caso contra o ex-vereador.
A condenação de Jairinho a 43 anos e nove meses de prisão por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo, reflete a gravidade das acusações e a força das provas apresentadas. O caso continua a gerar debates sobre a proteção de crianças e a responsabilidade de agressores, com a defesa já anunciando que buscará a revisão da sentença. Para mais detalhes sobre o caso, você pode consultar a cobertura completa do G1.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.
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