Projeto da Fundação de Cultura promove expressão corporal, inclusão e desenvolvimento artístico no Centro de Formação Artística
A Rio das Ostras está oferecendo um Curso Livre de Dança Inclusiva
voltado para pessoas com deficiência (PcDs), com atividades realizadas no
Centro de Formação Artística de Música, Dança e Teatro da cidade.
A iniciativa é promovida pela Fundação Rio das Ostras de Cultura e
conduzida pelo professor Luiz Kamau, em parceria com o Núcleo de Expressão
Corporal Jhennyfer Victoria.
As aulas acontecem às quintas-feiras, das 15h às 16h, e são destinadas
a alunos a partir de 12 anos.
Inclusão por
meio da dança
O projeto tem como objetivo ampliar o acesso de pessoas com deficiência
às atividades culturais do município, promovendo autonomia, expressão artística
e desenvolvimento corporal.
As atividades são realizadas no Centro de Formação Artística de Música,
Dança e Teatro, espaço dedicado à formação artística na cidade.
Segundo o professor Luiz Kamau, a dança funciona como uma ferramenta de
transformação social, permitindo que os participantes desenvolvam criatividade,
comunicação e confiança.
Ele destaca ainda a importância da adaptação pedagógica para garantir a
inclusão real dos alunos.
Metodologia
adaptada para cada deficiência
O curso utiliza uma abordagem personalizada, adaptando os exercícios de
acordo com as necessidades de cada aluno.
Entre as adaptações aplicadas estão:
- Redução do
volume sonoro para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) com
hipersensibilidade auditiva;
- Uso de
linguagem simples e demonstrações práticas para pessoas com Síndrome de
Down;
- Adaptação de
movimentos para cadeirantes, com foco na expressão corporal e mobilidade
dos braços;
- Exploração de
movimentos involuntários em alunos com paralisia cerebral;
- Recursos
visuais e gestuais para pessoas surdas;
- Dança guiada
e descrições detalhadas para pessoas com deficiência visual.
Dança como ferramenta
de transformação
Além dos benefícios físicos, a dança também contribui para o
desenvolvimento emocional, cognitivo e social dos participantes.
Estudos na área da neurociência apontam que a prática estimula memória,
atenção, coordenação motora, criatividade e interação social, ativando
diferentes regiões do cérebro.
Para o professor Luiz Kamau, o mais importante é o impacto na
autoestima e na percepção de si mesmo.
“Quando uma pessoa com deficiência entra em uma aula de dança, ela não
encontra apenas passos e coreografias. Ela encontra um espaço de pertencimento,
expressão e autonomia”, afirmou.
Serviço
Curso Livre de
Dança Inclusiva para PcDs
- Local: Centro
de Formação Artística de Música, Dança e Teatro
- Dia:
Quintas-feiras
- Horário: 15h
às 16h
- Público: A
partir de 12 anos
- Gratuito

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