
Em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, o pai de uma bebê de apenas 2 meses, que faleceu no último sábado (20) com múltiplas fraturas, foi preso na terça-feira (23) no distrito de Conselheiro Josino. Ele é o principal suspeito de agressões que resultaram na morte da filha e já era procurado por um mandado de prisão por roubo, em aberto desde abril.
A Polícia Civil agiu rapidamente, recebendo informações de que o homem planejava fugir da cidade e efetuando a prisão antes que ele deixasse o município. A investigação sobre a morte da criança teve início no domingo (21), um dia após o falecimento no Hospital Ferreira Machado.
Lesões graves e incompativeis com acidente
A bebê deu entrada no Hospital Ferreira Machado na quarta-feira da semana passada com uma perna inchada. Durante o atendimento, os médicos constataram uma fratura de fêmur. Com o agravamento do quadro clínico, novos exames revelaram fraturas no crânio e nas costelas.
Segundo a Polícia Civil, a causa da morte foi um traumatismo craniano provocado por ação contundente, ou seja, fortes pancadas na cabeça. Diante da gravidade das lesões, o Conselho Tutelar foi acionado, e o caso passou a ser investigado como possível tortura.
As investigações apontam que apenas os pais estavam com a bebê no período em que as lesões teriam ocorrido. Médicos e laudos do Instituto Médico Legal (IML) descartaram a possibilidade de queda acidental, considerando os ferimentos incompatíveis com esse tipo de ocorrência e compatíveis com espancamento.
Depoimento da mãe e negação do suspeito
A mãe da bebê prestou depoimento, relatando que, no domingo anterior à internação da filha, deixou a criança sob os cuidados do pai por cerca de três horas. No dia seguinte, a bebê apareceu com a perna inchada.
Ela também descreveu o companheiro como uma pessoa violenta, afirmando ter sido vítima de agressões no passado, inclusive durante a gravidez. Apesar dos relatos, a mãe não acusou diretamente o pai, mas confirmou que ele foi a única pessoa com quem a bebê esteve naquele período.
O suspeito foi ouvido na Delegacia do Centro, onde negou qualquer participação no crime. A Polícia Civil já solicitou à Justiça a prisão temporária dele pelo caso da morte da filha, e o pedido segue em análise. As investigações continuam para esclarecer todos os fatos.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.
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