26/06/2026

Defesa de Oruam alega tuberculose grave e perda de peso em pedido de liberdade negado

Foto: Divulgação
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Defesa de Oruam alega tuberculose grave e perda de peso em pedido de liberdade negado

A defesa do rapper Oruam, cujo nome verdadeiro é Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, apresentou ao Tribunal de Justiça do Rio um pedido de revogação de sua prisão preventiva, alegando um quadro de saúde “gravíssimo” devido à tuberculose. O documento detalha que o cantor perdeu 5kg no último mês e sofre de tosse crônica e lesões pulmonares. No entanto, a juíza Tula Correa de Mello negou a solicitação no último dia 18, mantendo a ordem de prisão, e Oruam permanece foragido desde 3 de fevereiro.

A situação do artista, que tem grande visibilidade no cenário musical do Rio de Janeiro e em todo o Norte Fluminense, levanta discussões sobre a saúde de detentos e foragidos, bem como os desdobramentos de processos criminais de alto perfil. O caso continua a ser acompanhado de perto pela mídia e pelo público, especialmente na Região dos Lagos e em Macaé.

Alegações de saúde e a decisão judicial

No pedido de revogação da prisão preventiva, os advogados de Oruam enfatizaram a urgência do tratamento médico para a tuberculose, uma doença infecciosa grave que afeta principalmente os pulmões. A perda de peso significativa e os sintomas como tosse crônica e lesões nos tecidos pulmonares indicam um estágio avançado da enfermidade, que exige acompanhamento contínuo e medicação específica para evitar complicações e a transmissão. A defesa argumentou que a condição de saúde do rapper seria incompatível com a manutenção da prisão.

Contrariando as alegações, a juíza Tula Correa de Mello manteve a decisão de prisão preventiva. Embora os motivos detalhados da negativa não tenham sido integralmente divulgados no extrato inicial, a condição de foragido do cantor desde o início de fevereiro é um fator preponderante em decisões judiciais que envolvem pedidos de liberdade. A Justiça avalia não apenas a gravidade da doença, mas também a conduta do réu em relação às ordens judiciais.

Entenda o processo e a fuga do rapper

O pedido de prisão preventiva em questão faz parte de um processo no qual Oruam é réu por tentativa de homicídio qualificado. Este inquérito foi instaurado pela 16ª DP (Barra da Tijuca), após um incidente ocorrido em 21 de julho de 2025. Na ocasião, policiais civis da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE) foram à antiga residência do cantor, localizada no Joá, na Zona Sudoeste do Rio, para cumprir um mandado de busca e apreensão contra um adolescente infrator.

O adolescente em questão, que seria integrante da “Equipe do Ódio”, facção ligada ao Comando Vermelho, havia descumprido medidas socioeducativas em regime de semiliberdade. Após ser colocado em uma das viaturas descaracterizadas da polícia, o jovem conseguiu fugir. A fuga ocorreu enquanto Oruam e outros indivíduos apedrejavam o veículo policial, conforme vídeos gravados pelos próprios jovens e utilizados pela DRE como base para o inquérito.

Após a confusão, o rapper se entregou à polícia três dias depois, sendo detido e permanecendo 50 dias preso em Bangu. Naquele período, sua prisão foi convertida em medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. Contudo, no início deste ano, Oruam burlou o equipamento de monitoramento, o que resultou em um novo mandado de prisão. Desde 3 de fevereiro, ele não foi mais localizado e é considerado foragido da Justiça.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e trará novas informações assim que disponíveis, mantendo a população da Costa do Sol e do Interior do RJ informada sobre os desdobramentos.

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