26/06/2026

Caso Dark Horse, sobre filme de Bolsonaro, terá Mendonça como relator por decisão de Fachin no STF.

Caso Dark Horse, sobre filme de Bolsonaro, terá Mendonça como relator por decisão de Fachin no STF.

O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (25) que o pedido de investigação sobre o financiamento do filme “Dark Horse” será redistribuído ao ministro André Mendonça. A decisão, tomada em Brasília, atende ao entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da área técnica do Supremo, que identificaram conexão com outros processos já sob relatoria de Mendonça.

A medida concentra a análise do caso nas mãos do ministro Mendonça, que agora será responsável por avaliar a solicitação de abertura de inquérito e as providências pedidas pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). O mecanismo de prevenção é utilizado para agrupar processos com fatos relacionados sob o mesmo relator, garantindo coerência e eficiência na tramitação.

Conexão com investigações anteriores

No despacho, o ministro Fachin explicou que os fatos detalhados na notícia-crime apresentada por Lindbergh Farias coincidem com o objeto de outras investigações que já estão sob a condução de Mendonça. Essa relação foi o fundamento para a redistribuição, visando evitar decisões conflitantes e otimizar o trabalho da Corte.

A decisão de Fachin ocorreu um dia após ele solicitar um parecer da Secretaria Judiciária do STF sobre os critérios de distribuição. Em resposta, a área técnica confirmou a existência de outros casos ligados ao financiamento do filme “Dark Horse” que já haviam sido distribuídos por prevenção ao gabinete de Mendonça, reforçando a justificativa para a redistribuição.

O que é o caso Dark Horse

O pedido de investigação se refere ao financiamento do filme “Dark Horse”, uma produção cinematográfica inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A notícia-crime de Lindbergh Farias busca apurar a relação entre o financiamento dessa obra e supostas negociações envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.

Inicialmente, a petição de Lindbergh havia sido protocolada no inquérito que investigava a atuação internacional do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Eduardo já foi condenado pelo STF por coação em um processo relacionado à trama golpista. Com a redistribuição, o foco da apuração sobre o filme e suas conexões passa integralmente para o gabinete do ministro André Mendonça.

O Rio das Ostras Jornal acompanha o desdobramento deste importante caso no cenário político nacional.

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