
Um vulcão na Indonésia entrou em erupção nesta sexta-feira (8), resultando na trágica morte de três alpinistas e deixando cinco feridos e sete desaparecidos. O incidente ocorreu no Monte Dukono, na ilha de Halmahera do Norte, por volta das 7h41 no horário local (21h41 de quinta-feira no horário de Brasília), pegando de surpresa aqueles que estavam na montanha.
A erupção, a sétima registrada em apenas uma semana, lançou uma impressionante coluna de cinzas a 10 quilômetros de altura, complicando severamente as operações de resgate em um terreno já acidentado e com a atividade vulcânica persistente. A notícia chocou a região e o mundo, com as autoridades locais mobilizando esforços para encontrar os desaparecidos e prestar socorro aos feridos.
Tragédia no Monte Dukono: alpinistas vítimas da erupção
As autoridades indonésias confirmaram que entre os mortos estão dois cidadãos estrangeiros, de Singapura, e um morador da ilha de Ternate, na Indonésia. A informação foi divulgada por Erlichson Pasaribu, chefe de polícia da província de Halmahera do Norte, ao canal indonésio Kompas TV. Inicialmente, a agência de notícias Reuters havia reportado relatos de sobreviventes sobre as mortes, que foram posteriormente confirmadas pelas equipes de resgate.
No total, 20 alpinistas ficaram presos na região do vulcão após a erupção. Destes, 17 foram resgatados, mas cinco apresentavam ferimentos, embora o estado de saúde não tenha sido detalhado. Os três mortos são, infelizmente, os alpinistas que não conseguiram ser salvos a tempo. Além disso, sete pessoas que conseguiram escapar da erupção ainda estão desaparecidas, aumentando a angústia das famílias e a intensidade das buscas.
Desafios do resgate em área de risco
A operação de resgate é complexa e enfrenta múltiplos obstáculos. O chefe da agência local de resgate, Iwan Ramdani, destacou que o terreno montanhoso é extremamente acidentado, permitindo o acesso de veículos apenas até certo ponto. A partir daí, as vítimas precisam ser transportadas em macas, um processo lento e exaustivo.
Para agravar a situação, os estrondos da erupção continuam sendo ouvidos, o que não só atrasa as operações como também representa um risco constante para as equipes de salvamento. A área onde se acredita que os desaparecidos estavam já havia sido declarada de acesso proibido para visitantes desde o mês passado, após cientistas observarem um aumento significativo na atividade vulcânica do Monte Dukono.
Alerta e monitoramento constante na Indonésia
A agência de combate a desastres da Indonésia, a BNPB, por meio de seu porta-voz Abdul Muhari, assegurou que as equipes de resgate “continuam as buscas na área montanhosa à medida que a atividade vulcânica aumenta”. A vigilância é máxima, e a segurança das equipes é uma prioridade.
A agência de vulcanologia da Indonésia, PVMBG, manteve o alerta no nível II para o Monte Dukono. Moradores e visitantes foram orientados a permanecerem a pelo menos 4 quilômetros de distância da cratera Malupang Warirang, onde o vulcão está localizado. A Indonésia, situada no “Círculo de Fogo” do Pacífico, é lar de dezenas de vulcões ativos e frequentemente enfrenta fenômenos como este, exigindo um sistema de monitoramento e alerta constante para proteger sua população e turistas.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e trará novas atualizações sobre a situação na Indonésia, um evento que ressalta os perigos da natureza e a resiliência das equipes de resgate.
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