Polícia Civil investiga se ossada encontrada em Rio das Ostras pertence a estudante da UFF desaparecida | Rio das Ostras Jornal

Polícia Civil investiga se ossada encontrada em Rio das Ostras pertence a estudante da UFF desaparecida

As buscas foram concentradas em pontos estratégicos do bairro Âncora
e em uma localidade conhecida como Síria, situada no bairro Cláudio Ribeiro.

Reprodução

Restos mortais foram localizados na manhã desta terça-feira, dia 12 de maio, em área de mata após denúncias sobre cemitérios clandestinos usados pelo tráfico.

A Polícia Civil de Rio das Ostras realizou uma importante operação na manhã desta terça-feira, dia 12 de maio, que resultou no encontro de uma ossada humana em uma área de vegetação densa no Município. De acordo com as autoridades policiais, existem fortes indícios de que os restos mortais pertençam a Paloma Fragoso, de 28 anos, estudante de Enfermagem da Universidade Federal Fluminense (UFF), que está desaparecida há cinco meses. O caso, que gerou grande comoção na cidade e na comunidade acadêmica, segue sob investigação rigorosa da 128ª DP.

As buscas foram concentradas em pontos estratégicos do bairro Âncora e em uma localidade conhecida como Síria, situada no bairro Cláudio Ribeiro. Durante a diligência, os agentes não apenas confirmaram a localização dos ossos humanos, mas também apreenderam objetos que podem indicar a prática de crimes violentos no local. Entre os materiais recolhidos estão facas, fitas adesivas e peças de roupa que apresentam manchas escuras, semelhantes a sangue, reforçando a tese de que o local era utilizado para execuções.

O Delegado titular da 128ª DP, Luis Maurício Armond, explicou que a operação foi desencadeada após o recebimento de denúncias anônimas apontando a existência de cemitérios clandestinos controlados por facções criminosas que atuam no tráfico de drogas. "estamos dando andamento às buscas pelo corpo da Paloma. Tivemos informações de que haveria locais utilizados para ocultação de cadáveres. Estamos fazendo diligências em três pontos simultaneamente, contando com o apoio fundamental dos cães farejadores da Guarda Municipal de Carapebus", afirmou o Delegado, que assumiu a unidade há apenas 30 dias.

O desaparecimento e a cronologia dos fatos

Paloma Fragoso Gomes, que cursava o 9º período de Enfermagem no campus da UFF em Rio das Ostras, foi vista pela última vez na manhã de sábado, dia 6 de dezembro de 2025. Segundo os registros da investigação, a estudante saiu da moradia estudantil da Universidade e foi avistada por um segurança da unidade. Relatos colhidos pela Polícia Civil indicam que uma colega de trabalho da jovem a viu caminhando em direção ao bairro Âncora por volta das 9h30 daquela manhã. Desde então, todas as tentativas de contato via telefone e WhatsApp foram infrutíferas.

O desaparecimento foi comunicado formalmente pela universidade e pela gerência do bar onde Paloma trabalhava para complementar sua renda. A família da estudante, inclusive sua irmã que reside no Espírito Santo, deslocou-se para Rio das Ostras para acompanhar de perto as buscas e cobrar respostas das autoridades. A rotina da jovem era considerada exemplar, e o fato de ela não ter avisado sobre sua ausência no trabalho, algo que sempre fazia, acendeu o sinal de alerta imediato entre amigos e empregadores.

Mobilização acadêmica e pedidos de justiça

A demora na resolução do caso e a falta de pistas concretas durante os primeiros meses levaram a comunidade estudantil a se manifestar. No dia 18 de março de 2026, data que marcou exatamente 100 dias do sumiço da jovem, alunos e professores da UFF realizaram um protesto pacífico na Rodovia Amaral Peixoto, em frente ao campus universitário. Com cartazes e palavras de ordem, o grupo pediu celeridade nas investigações e maior transparência por parte dos órgãos de segurança pública.

O encontro da ossada nesta terça-feira representa um desdobramento crítico para o inquérito. Todo o material biológico coletado pelas equipes de perícia será encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para a realização de exames de DNA, que devem confirmar oficialmente a identidade da vítima. O Delegado Armond ressaltou que o trabalho será longo e minucioso, visando não apenas identificar os restos mortais, mas também localizar os responsáveis por este crime que impacta diretamente a sensação de segurança de toda a região.


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