
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou recentemente um vasto volume de documentos sobre objetos voadores não identificados (óvnis), que estavam há décadas em seus arquivos. A liberação, que inclui transcrições, vídeos e áudios, reacende o debate sobre a existência de vida extraterrestre e a transparência governamental.
óvnis: cenário e impactos
A iniciativa, ocorrida na sexta-feira, atende a uma ordem do então presidente dos EUA, Donald Trump, que havia prometido a divulgação devido ao "enorme interesse demonstrado" pelo público. Os Estados Unidos têm testemunhado um crescente interesse em fenômenos aéreos não identificados (UAPs) nos últimos anos, culminando nas primeiras audiências sobre óvnis no Congresso em meio século, realizadas em 2022.
Relatos de astronautas e missões espaciais
Entre os 161 arquivos já acessíveis no site do Departamento de Defesa, e com a promessa de mais divulgações, destacam-se descrições de avistamentos tanto por civis quanto por astronautas em missões espaciais. As transcrições, antes sigilosas, detalham experiências de tripulantes das missões Apollo 11, Apollo 12 e Apollo 17, que pousaram na Lua nas décadas de 1960 e 1970.
Buzz Aldrin, o icônico astronauta da Apollo 11, relatou em uma entrevista de 1969 ter observado "uma fonte de luz bastante brilhante" durante sua viagem lunar, que provisoriamente atribuiu a um possível laser. Já Alan Bean, da Apollo 12, descreveu ter visto partículas e flashes de luz "navegando no espaço" em 1969, parecendo "escapar da Lua".
Astronautas da Apollo 17, em 1972, também registraram luzes piscantes, com Jack Schmitt exclamando: "É como o 4 de julho lá fora!". Eles ponderaram que as luzes poderiam ser reflexos em pedaços de gelo. Em uma gravação de áudio de 1965 da missão Gemini 7, o astronauta Frank Borman comunicou à Nasa o avistamento de um "bicho-papão" e "trilhões de pequenas partículas" à esquerda de sua espaçonave.
Avistamentos civis e militares em destaque
Além dos relatos espaciais, os arquivos contêm dezenas de depoimentos individuais de avistamentos de UAPs ao longo de décadas. Um documento de 1957 revela o testemunho de um homem ao FBI sobre um grande veículo circular emergindo do solo. Mais recentemente, em setembro e outubro de 2023, cidadãos americanos relataram objetos metálicos pairando no ar e se materializando em meio a uma luz intensa.
A divulgação também inclui vídeos gravados pelos militares dos EUA no Oriente Médio em 2022. Imagens do Iraque, da Síria e dos Emirados Árabes Unidos mostram o que o Pentágono classifica como "fenômeno anômalo não identificado e não resolvido". Um desses vídeos, de um local não divulgado, registra um objeto oval cruzando a tela, classificado em um relatório como um "possível míssil".
Repercussão e a busca por respostas
A comunidade ufológica aguardava ansiosamente por essas revelações. Embora ufólogos como John Erik Ege, diretor regional da MUFON Texas, e Daniel Jones, administrador da Rede de Óvnis do Texas, considerem a divulgação um "primeiro passo na direção certa" e um sinal de transparência, eles expressam certa decepção pela ausência de "revelações bombásticas" ou "provas concretas de vida extraterrestre".
Apesar disso, a iniciativa é vista como crucial para o público em geral, oferecendo uma garantia de transparência. A entusiasta Elaine Loperena, que pesquisa óvnis há décadas, mantém o otimismo, acreditando que a decisão do governo é um marco importante. No cenário político, legisladores como Tim Burchett e Anna Paulina Luna saudaram a transparência, enquanto Marjorie Taylor Greene criticou a divulgação como uma "cortina de fumaça" para questões mais urgentes.
Mesmo sem a confirmação de vida extraterrestre, os documentos representam o mais recente reconhecimento claro do governo dos EUA de que investiga avistamentos de objetos não identificados, reforçando o compromisso com a abertura sobre o tema.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso e as repercussões globais.
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