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| Fotos: Divulgação |
A discussão sobre acessibilidade em Rio das Ostras voltou a ganhar força após a publicação do artigo “Lazer e cultura: o direito ao prazer e ao descanso em Rio das Ostras”, assinado pelo jornalista e paratleta Angel Morote.
O texto levanta questionamentos sobre as condições de acesso
de pessoas com deficiência às praias, eventos culturais e espaços públicos do
município, cobrando políticas permanentes de inclusão e acessibilidade.
Entre os principais pontos abordados estão a necessidade de
instalação contínua de esteiras de acesso nas praias, cadeiras anfíbias
disponíveis durante todo o ano, banheiros adaptados e melhorias estruturais em
espaços culturais e turísticos da cidade.
O artigo também destaca a importância de acessibilidade
comunicacional em eventos financiados com recursos públicos, incluindo
intérpretes de Libras, audiodescrição e legendagem.
Segundo Angel Morote, o lazer e a cultura não podem
continuar sendo tratados como privilégios para a população PCD.
“Quando uma pessoa com deficiência deixa de frequentar um
evento por falta de acessibilidade, ela sofre um processo silencioso de
exclusão social e invisibilização”, destacou o autor.
A publicação também questiona se os grandes eventos de Rio
das Ostras possuem orçamento específico destinado à acessibilidade e se existe
planejamento permanente para inclusão nas praias e equipamentos públicos.
Moradores e integrantes da comunidade PCD afirmam que a
cidade possui potencial para se tornar referência em turismo acessível, mas
defendem maior integração entre as secretarias municipais de Turismo, Cultura,
Obras, Mobilidade Urbana e Assistência Social.
A cobrança reforça um debate cada vez mais presente em
municípios turísticos: a necessidade de transformar acessibilidade em política
pública permanente, e não apenas em ações pontuais durante grandes eventos ou
períodos de alta temporada.

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