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No sexto dia do intenso julgamento do caso Henry no Rio de Janeiro, Monique Medeiros não conteve as lágrimas ao ouvir o depoimento de seu irmão, Bryan Medeiros da Costa e Silva, no plenário do II Tribunal do Júri da Capital. A emoção tomou conta da ré enquanto Bryan respondia a perguntas sobre ela e a trágica morte de seu filho, Henry Borel, um caso que chocou o Norte Fluminense e a Região dos Lagos.
A sessão de sábado à tarde marcou a oitiva do 14º depoente, com Bryan sendo arrolado como testemunha pela defesa de Monique. Enquanto a ré demonstrava profunda comoção, o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, co-réu no processo, exibiu um comportamento distinto, marcado por inquietação e anotações, sem reações visíveis às declarações do irmão de Monique.
Lágrimas e Reações no Tribunal do Júri
Sentada ao lado de sua defesa, Monique Medeiros levou uma das mãos ao rosto e chorou, chegando a soluçar em alguns momentos. Após alguns minutos de visível angústia, conseguiu se recompor, mas permaneceu durante boa parte do depoimento olhando para baixo. Em diferentes momentos, a ré também fez sinais de concordância, reforçando a narrativa de seu irmão enquanto ele respondia às perguntas sobre a convivência e o histórico de Henry.
O contraste com o comportamento de Jairinho foi notável. O ex-vereador, que também é réu no processo, aparentava inquietação, mudando de posição na cadeira diversas vezes. Em determinado momento, pegou uma folha de papel em branco, apoiou sobre um livro e passou a fazer anotações, demonstrando uma postura mais contida e analítica diante das declarações prestadas por Bryan.
A Versão da Defesa: Henry sem Marcas
Durante o interrogatório conduzido pela advogada Florence, que integra a equipe de defesa de Monique, Bryan Medeiros foi questionado detalhadamente sobre o período em que Henry frequentava a casa da família materna, localizada no bairro de Bangu. A defesa buscou estabelecer um histórico de bem-estar do menino sob os cuidados da mãe e de seus familiares.
A advogada perguntou especificamente se o menino, conhecido por sua pele muito clara, costumava aparecer com marcas ou machucados quando visitava os parentes. A resposta de Bryan foi categórica e favorável à defesa de sua irmã, reforçando a linha de argumentação de que Henry não apresentava sinais de agressão antes de viver com Jairinho.
"Henry nunca chegou com lesões ou marcas no corpo. Ele tinha a pele bem branquinha, se apertasse forte com certeza ele ficaria marcado", afirmou Bryan aos jurados, destacando a fragilidade da pele do sobrinho como um indicativo de que qualquer lesão seria facilmente perceptível. Ele complementou que, mesmo com apenas quatro anos, Henry já verbalizava bem suas questões, o que o levaria a relatar imediatamente qualquer situação de desconforto ou agressão.
O Impacto do Julgamento na Região
O caso Henry Borel continua a ser um dos mais acompanhados pela imprensa e pela população em todo o estado do Rio de Janeiro, com grande repercussão em cidades como Rio das Ostras e Macaé, na Costa do Sol. A complexidade do processo, as reviravoltas e os depoimentos emocionantes mantêm a atenção sobre o desfecho judicial, que busca esclarecer as circunstâncias da morte da criança. A cada dia de julgamento, novos detalhes vêm à tona, moldando a percepção pública e o andamento da justiça.
O Rio das Ostras Jornal acompanha de perto todos os desdobramentos deste caso de grande impacto social e jurídico. Para mais informações sobre o sistema judiciário do estado, você pode consultar o site do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.
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