
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu em flagrante, nesta quarta-feira (6), quatro homens e apreendeu um adolescente, todos apontados como integrantes de uma milícia que atua na Zona Sudoeste da capital. A operação, conduzida pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), está ligada à investigação do assassinato de Ygor Dante Santos Cordeiro e Ariane Anselmo Cortes, que estava grávida, ocorrido na semana passada no Recreio dos Bandeirantes.
milícia: cenário e impactos
As prisões ocorreram após agentes da DHC identificarem um veículo usado pelo grupo para extorquir comerciantes e moradores na região do Terreirão. O monitoramento do automóvel, que circulava com placa clonada e sinais adulterados, levou os policiais até uma área sob influência paramilitar, onde a abordagem foi realizada.
Detalhes da Operação e Apreensões
Durante a ação, os policiais encontraram duas armas de fogo carregadas, munições de diversos calibres, celulares e uma camisa com a inscrição “Polícia”. O veículo utilizado pelos criminosos era roubado e estava com sinais identificadores adulterados, o que, segundo a polícia, demonstra a organização e a audácia da quadrilha que aterroriza a população do Rio de Janeiro.
Os presos foram identificados como Carlos Eduardo Gonçalves Da Silva, vulgo “Vampiro”, Leandro Augusto Da Silva, vulgo “Magrão”, Rodrigo Silva Pires, vulgo “Butucão”, e Bruno Rodrigues Da Rocha, vulgo “Pescoço”. O adolescente apreendido não teve o nome divulgado, conforme a legislação. Em depoimento, dois dos detidos confessaram participação na milícia e admitiram atuar na função de “recolhe”, responsável pela cobrança armada de taxas ilegais impostas a comerciantes e moradores.
Vínculo com o Homicídio do Casal
As investigações apontam que o grupo atua em áreas dominadas pela milícia nas regiões de Curicica, Terreirão, Colônia e Rio das Pedras. De acordo com as apurações, o casal Ygor e Ariane foi assassinado após ser confundido com integrantes dessa quadrilha. O crime ocorreu em 29 de abril, quando o casal buscava uma encomenda para o chá revelação do filho que esperavam. Ariane, grávida de seis meses, foi atingida na barriga, e o bebê não resistiu. A família soube posteriormente que seria um menino.
Ygor era supervisor de logística, e Ariane, formada em Biomedicina, trabalhava como manicure. Ela deixa um filho pequeno. A Polícia Civil informou que as investigações prosseguem para esclarecer a dinâmica da execução e aprofundar os vínculos dos presos com a estrutura paramilitar que opera na Região dos Lagos e no Norte Fluminense, impactando a segurança pública.
Os homens foram autuados em flagrante pelos crimes de constituição de milícia privada, receptação, adulteração de sinal identificador de veículo automotor, porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menor. O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.
Para mais detalhes sobre o assassinato do casal, leia a matéria completa aqui.
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