
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, veio a público neste sábado (16.mai.2026) para defender o financiamento do filme "Dark Horse", que retrata a trajetória de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em uma publicação na rede social X, o parlamentar afirmou categoricamente que "não há absolutamente nada de errado" no processo.
A manifestação de Flávio Bolsonaro surge como uma resposta direta às críticas e reportagens que questionam a origem dos recursos da obra. Ele classificou a repercussão do caso como um "teste da esquerda", visando manipular a opinião pública e a capacidade da direita de não ceder a essas "manipulações". A polêmica repercute intensamente em todo o país, gerando debates acalorados em cidades como Rio das Ostras e Macaé, no Norte Fluminense, onde a política nacional tem forte eco.
A Defesa dos Bolsonaro e a Acusação de Manipulação Política
A declaração de Flávio Bolsonaro foi uma reação a uma postagem anterior de seu irmão, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que havia criticado uma reportagem do jornal O Globo. Eduardo, por sua vez, negou ter sido beneficiado por qualquer recurso destinado à produção do filme. Ele utilizou um trecho da reportagem para sustentar que a trust mencionada não possuía vínculo societário formal com os fundos, com o filme ou com ele próprio, classificando as acusações como "narrativas falsas".
Os irmãos Bolsonaro buscam descredibilizar as reportagens, argumentando que as informações divulgadas fazem parte de uma estratégia política. Essa narrativa busca mobilizar a base de apoio da direita, especialmente em regiões como a Região dos Lagos e a Costa do Sol, onde o eleitorado conservador tem forte presença, para resistir ao que consideram "manipulações" da oposição.
Detalhes do Financiamento e as Alegações do Intercept Brasil
A controvérsia em torno do filme "Dark Horse" ganhou força após o site Intercept Brasil veicular, na última quarta-feira (13.mai.2026), que Flávio Bolsonaro teria negociado o pagamento de US$ 24 milhões com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, no início de 2025. O montante seria destinado a financiar o longa-metragem sobre o ex-presidente. Segundo a reportagem, US$ 10,6 milhões teriam sido efetivamente pagos entre fevereiro e maio de 2025.
As transferências financeiras teriam sido operacionalizadas pela Entre Investimentos e Participações e direcionadas ao fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos. A complexidade da estrutura de financiamento e a origem dos recursos são os principais pontos de questionamento levantados pelas reportagens, que buscam clarear a transparência do processo.
O Contexto da Operação Compliance Zero e os Envolvidos
A situação se agrava com o fato de que Daniel Vorcaro e seu operador financeiro, Fabiano Zettel, estão presos desde março de 2026. A prisão foi efetuada pela Polícia Federal no âmbito da operação Compliance Zero, que investiga crimes financeiros envolvendo o Banco Master. A conexão entre os envolvidos no financiamento do filme e figuras investigadas por crimes financeiros adiciona uma camada de complexidade e suspeita ao caso.
A defesa dos Bolsonaro, no entanto, insiste que não há qualquer ligação formal ou irregularidade que justifique as acusações. O Rio das Ostras Jornal acompanha de perto os desdobramentos deste caso que movimenta o cenário político nacional e tem repercussão em todo o Interior do RJ.
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