
A Polícia Civil de Roraima (PCRR) prendeu a mãe e o padrasto de um menino de apenas dois anos, que morreu na noite da última quinta-feira (30/4) após ser brutalmente agredido e estuprado. O caso chocante ocorreu no bairro Treze de Setembro, em Boa Vista, e mobilizou as autoridades locais diante da gravidade dos ferimentos da criança.
O casal foi autuado em flagrante por crimes hediondos: estupro de vulnerável e homicídio qualificado. O padrasto, de 33 anos, é o principal suspeito de ter cometido as violências física e sexual, enquanto a mãe é investigada por omissão, conforme informações divulgadas pela corporação.
Detalhes da Tragédia e a Intervenção Policial
A vítima deu entrada em um hospital de Boa Vista com múltiplas lesões pelo corpo e sinais evidentes de violência sexual. A equipe da Delegacia Geral de Homicídios (DGH), chefiada pelo delegado Luís Fernando Zucchi, foi acionada após a unidade hospitalar identificar que os ferimentos eram incompatíveis com as narrativas apresentadas pelos responsáveis pela criança. A equipe médica alertou para a extrema violência sofrida pelo menino, o que acendeu o sinal de alerta para a investigação policial.
Contradições e a Quebra de Álibi
Inicialmente, a mãe da criança apresentou versões contraditórias à polícia. Primeiro, alegou que havia jogado o filho para cima e ele teria caído. Posteriormente, mudou o depoimento, afirmando que o menino morreu após uma queda de rede. Ela relatou que estava em casa com os três filhos – de sete, três e dois anos – e que a rede onde estava com o bebê se rompeu, fazendo com que ambos caíssem e ela caísse sobre ele. Segundo seu relato, a criança teria apresentado dificuldades respiratórias e coloração arroxeada após o incidente.
Para o delegado Zucchi, as inconsistências e as mudanças no depoimento da mãe, que está grávida, levantaram suspeitas imediatas de uma tentativa de ocultar a verdadeira dinâmica dos fatos. Isso impulsionou as diligências técnicas e investigativas para reconstruir o crime e determinar as responsabilidades.
As investigações também revelaram que o padrasto mentiu em seu depoimento. Ele havia afirmado que permaneceu no trabalho durante todo o dia do crime, mas sua versão foi desmentida pelo chefe, que confirmou a ausência do suspeito por três horas no dia em que o menino sofreu as agressões fatais. Essa quebra de álibi fortaleceu as evidências contra ele.
Decisões Judiciais e o Andamento do Caso
Após a prisão em flagrante, o casal foi submetido à audiência de custódia. A Justiça converteu a prisão do padrasto em preventiva, mantendo-o detido devido à gravidade dos crimes e ao risco de fuga ou interferência nas investigações. Já a mãe do menino obteve liberdade provisória, mas deverá cumprir rigorosas medidas cautelares. Entre elas, estão o uso de tornozeleira eletrônica, a proibição de sair de Boa Vista por mais de oito dias sem autorização judicial e a obrigação de comunicar qualquer mudança de endereço ou telefone às autoridades.
O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil de Roraima, que busca esclarecer todos os detalhes e garantir que os responsáveis sejam devidamente punidos. A comunidade de Boa Vista e de todo o Brasil acompanha com consternação a apuração deste crime brutal contra uma criança.
O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso.
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