06/05/2026

Empresária confessa tortura a empregada grávida: "Não era para ter saído viva"

Empresária confessa tortura a empregada grávida: "Não era para ter saído viva"

Uma empresária está sob investigação em Paço do Lumiar, na Grande São Luís, Maranhão, após ser denunciada por torturar e agredir sua empregada doméstica, que está grávida. O caso, ocorrido em 17 de abril, ganhou repercussão nacional com a divulgação de áudios chocantes.

A vítima, de 19 anos e no sexto mês de gestação, foi acusada de furto de um anel e submetida a uma hora de violência física e psicológica, incluindo socos, tapas e ameaças com arma de fogo. A Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão (OAB-MA) solicitou a prisão preventiva da empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos.

Detalhes da Agressão e o Desespero da Vítima

Segundo o relatório da OAB, a jovem foi submetida a tortura física e psicológica após ser falsamente acusada de furtar um anel. Mesmo negando a acusação, ela foi agredida com socos e tapas, além de ser ameaçada com uma arma de fogo que chegou a ser colocada em sua boca. A violência se estendeu por cerca de uma hora, persistindo mesmo após o anel ser encontrado.

Em depoimento à polícia, a vítima relatou o horror vivido: "Começou com puxões de cabelo. Eu fui derrubada no chão e passei boa parte do tempo ali. Foram tapas, socos e murros... foi sem parar. Eles não se importavam", disse. Ela conseguiu proteger a barriga, mas o restante do corpo ficou com marcas.

O Agravamento da Tortura e a Confissão Chocante

O inquérito policial ganhou um elemento crucial com a anexação de áudios enviados pela própria empresária e obtidos pela TV Mirante. Neles, Carolina Sthela confessa as agressões e faz uma declaração perturbadora: "Não era pra ter saído viva".

A empresária descreve a brutalidade: "Quase uma hora essa menina no massacre, e tapa e murro e pisava nos dedos. Tudo que vocês imaginarem de doidice, era eu e ele fazendo". Ela ainda revelou ter contado com a ajuda de um homem armado, ainda não identificado, que chegou à sua casa na manhã do dia do crime.

Policiais Afastados e Implicações Legais

A repercussão do caso levou ao afastamento de quatro policiais militares que atenderam a ocorrência. Mensagens divulgadas pela empresária indicam que ela não foi levada à delegacia devido a um dos agentes ser seu conhecido, o que levanta sérias questões sobre a conduta policial.

A Polícia Civil confirmou a autenticidade dos áudios, que já fazem parte do inquérito conduzido pela 21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy. Para a OAB-MA, o caso configura tortura agravada, lesão corporal, ameaça e calúnia, crimes que podem resultar em pena severa para a investigada.

Histórico da Empresária e Situação Atual

Carolina Sthela Ferreira dos Anjos é alvo de mais de dez processos judiciais. Em 2024, ela foi condenada por calúnia, após acusar falsamente a ex-babá de seu filho de roubo. A pena de seis meses de prisão em regime aberto foi convertida em prestação de serviço comunitário e pagamento de R$ 4 mil por danos morais.

Até o fim da tarde da última quarta-feira, a empresária não havia sido presa nem indiciada formalmente. O Rio das Ostras Jornal acompanha o caso, que continua a gerar indignação e debate sobre a justiça e os direitos trabalhistas no país, com atenção especial para a Região dos Lagos e o Norte Fluminense.

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