Tornozeleira Rosa: Projeto de Lei propõe identificar agressores de mulheres por cor de equipamento | Rio das Ostras Jornal

Tornozeleira Rosa: Projeto de Lei propõe identificar agressores de mulheres por cor de equipamento

A proposta sugere a criação e padronização de tornozeleiras eletrônicas
na cor rosa. 
Foto: Divulgação

Proposta em tramitação na Câmara busca diferenciar acusados de violência doméstica para facilitar identificação e evitar novos ataques

Um novo Projeto de Lei protocolado na Câmara dos Deputados promete dividir opiniões e trazer um novo elemento visual ao monitoramento eletrônico no Brasil. A proposta sugere a criação e padronização de tornozeleiras eletrônicas na cor rosa, destinadas exclusivamente a agressores em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.

A autoria do projeto é da deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT). Segundo a parlamentar, a mudança na cor do equipamento — que hoje é predominantemente preto e igual para todos os tipos de delitos — tem um objetivo claro: a identificação imediata e o desestímulo à reincidência. A ideia é que, ao utilizar a cor rosa, o agressor seja facilmente identificado pela sociedade e, principalmente, pelas mulheres, que saberiam quem evitar em ambientes públicos.

Exposição e "Status" no Crime

A deputada defende que a padronização na cor preta acaba permitindo que agressores de mulheres se "camuflem" entre outros criminosos. "No mundo do crime, o bandido pode usar a tornozeleira preta para se autopromover, dizendo que assaltou um banco ou matou um policial, o que daria a ele um certo 'status' entre os criminosos. Com a tornozeleira rosa, ele seria identificado como um covarde, um agressor de mulheres ou estuprador", explicou Fernanda em suas redes sociais.

Para a autora, o impacto psicológico de carregar um símbolo que o aponta especificamente como agressor doméstico serviria como uma punição social paralela à judicial. A proposta visa alterar a Lei nº 15.383/2026, que já estabelece o uso do monitoramento como medida protetiva.

Contexto Nacional

A discussão ganha força em um momento em que a legislação brasileira aperta o cerco contra a violência de gênero. Recentemente, no último dia 9, o presidente Lula sancionou uma lei que autoriza o juiz a obrigar o uso da monitoração eletrônica como medida protetiva autônoma, logo na fase inicial da acusação, sem a necessidade de uma condenação transitada em julgado.

O projeto agora seguirá para análise das comissões na Câmara. Se aprovado, poderá mudar drasticamente a forma como o Estado monitora aqueles que atentam contra a integridade feminina no país.

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