11/04/2026

Exclusivo: Novo vídeo de Rodrigo detalha proibição ríspida de ambulantes na Roberto Silveira e expõe prejuízos em Costazul

Segundo o representante da categoria, dezenas de trabalhadores que possuem permissão
de uso do solo e pagam suas anuidades rigorosamente em dia foram surpreendidos por uma
 ordem de proibição total de vendas naquela via. Fotos: Reprodução Rio das Ostras Jornal

Presidente da Associação detalha como permissionários com taxas pagas foram expulsos da entrada principal do evento em Costazul; trabalhadores acusam prefeitura de perseguição no feriado de emancipação

A celebração dos 34 anos de emancipação de Rio das Ostras, que deveria ser um momento de união e faturamento para o comércio local, transformou-se em um cenário de guerra institucional e indignação. Em um novo e detalhado depoimento em vídeo, Rodrigo, presidente da Associação dos Vendedores Ambulantes do município, explicou com clareza técnica a gravidade do que está ocorrendo na Avenida Governador Roberto Silveira, o principal corredor de acesso ao antigo Camping de Costazul.

O foco da denúncia é o chamado Setor 3, área estratégica que abrange a entrada principal do local de eventos e suas redondezas. Segundo o representante da categoria, dezenas de trabalhadores que possuem permissão de uso do solo e pagam suas anuidades rigorosamente em dia foram surpreendidos por uma ordem de proibição total de vendas naquela via. A medida, executada de forma ríspida pela fiscalização, impede que o programa Renda Alternativa atue justamente onde o fluxo de turistas é maior.

O veto na Avenida Roberto Silveira

Rodrigo destaca que a Avenida Governador Roberto Silveira não é apenas uma via de trânsito, mas o ponto histórico de trabalho de muitos desses permissionários. Ao proibir a permanência dos carrinhos e barracas na entrada principal, a prefeitura retira o sustento de famílias que planejaram este feriado durante meses. "Estamos aqui com trabalhadores que têm o selo, que têm o alvará e que estão sendo tratados como se fossem irregulares", pontuou o líder sindical no vídeo.

A justificativa oficial da gestão municipal seria a organização do tráfego e a estética da entrada do evento, mas a Associação rebate afirmando que o direito ao trabalho, garantido pelo pagamento das taxas municipais, deve prevalecer. O sentimento entre os ambulantes é de que o governo Carlos Augusto prefere uma "cidade vitrine" para os turistas, escondendo o trabalhador local que sustenta a economia da cidade durante todo o ano, inclusive nos períodos de baixa temporada.

Prejuízos e a falta de alternativas

A rigidez da fiscalização no Setor 3 causou um prejuízo imediato e em cascata. Muitos vendedores de churrasquinho, bebidas e lanches investiram todas as suas economias na compra de estoque para os dias de shows. Com o veto na Roberto Silveira, esses produtos correm o risco de estragar ou ficar parados, já que as áreas secundárias oferecidas pela prefeitura não possuem o mesmo fluxo de pessoas, tornando o trabalho economicamente inviável.

O relato de um dos associados, que teve seu carrinho de espetinhos recolhido mesmo estando em dia com o município, exemplifica a falta de diálogo. "O permissionário paga para trabalhar, investe no equipamento e, no momento de maior movimento, é expulso de seu posto original sem qualquer compensação ou realocação justa", reforçou Rodrigo. A categoria vê nessa ação uma quebra de contrato por parte da administração pública, que arrecada os impostos, mas nega o direito de exercício da atividade.

Ameaças e pressão política

A tensão no Setor 3 também é alimentada por episódios de hostilidade. O vídeo reforça que a categoria tentou estabelecer uma linha de comunicação com os secretários e com o próprio prefeito, mas as respostas foram marcadas por intransigência. O episódio ocorrido anteriormente na saída do Teatro Popular, onde o prefeito confrontou Rodrigo em tom ameaçador, ainda ecoa entre os trabalhadores, que agora temem represálias políticas e a cassação de suas licenças por estarem reivindicando seus direitos básicos.

Rodrigo encerra o depoimento reafirmando que a Associação não dará um passo atrás. O objetivo é garantir que o decreto que regulamenta o Renda Alternativa seja respeitado integralmente. A Avenida Roberto Silveira e o Setor 3 tornaram-se o símbolo de uma luta que vai além da venda de produtos; trata-se da defesa da dignidade de quem vive e trabalha em Rio das Ostras e se sente traído pela gestão municipal no dia do aniversário da cidade.

Mobilização continua em Costazul

Enquanto os shows prosseguem no palco principal, nos bastidores e nas calçadas da Roberto Silveira a vigília dos ambulantes continua. O grupo promete documentar cada abordagem da fiscalização e buscar as medidas jurídicas cabíveis para reaver equipamentos recolhidos e garantir o retorno aos seus postos de trabalho. A expectativa é que o Ministério Público seja acionado para mediar o conflito e proteger o direito constitucional ao trabalho e à subsistência.

Assista o vídeo na integra.

O Rio das Ostras Jornal permanece comprometido com a verdade dos fatos, dando voz aos que estão sendo silenciados. Continuaremos atualizando nossa audiência sobre qualquer mudança nas diretrizes de fiscalização no Setor 3. Acompanhe nossa cobertura completa para saber se a justiça será feita para os trabalhadores do Renda Alternativa neste feriado de emancipação.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!