01/04/2026

Desmatamento: Marina Silva encerra gestão no Meio Ambiente com balanço positivo

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A ministra Marina Silva se despediu do comando do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) em Brasília, marcando sua terceira passagem pela pasta, sempre sob mandatos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em um discurso de mais de 50 minutos, lido nesta quarta-feira (1º), ela apresentou um balanço detalhado de sua gestão de 39 meses, que se estendeu de 1º de janeiro de 2023 a 1º de abril de 2026.

desmatamento: cenário e impactos

A apresentação abordou a retomada da liderança do Brasil na agenda ambiental global, a significativa redução do desmatamento em biomas críticos e a recuperação institucional do ministério. Essas ações têm impacto direto e indireto na qualidade de vida e nos ecossistemas de regiões como Rio das Ostras e a Região dos Lagos, onde a preservação ambiental é fundamental para o turismo e a sustentabilidade local.

Redução do Desmatamento em Destaque

Um dos pontos centrais do balanço de Marina Silva foi a expressiva queda nas taxas de desmatamento. Segundo os dados apresentados, em 2025, houve uma redução de 50% na Amazônia e de 32,3% no Cerrado, em comparação com o ano de 2022. Essa diminuição evitou a emissão de 733,9 milhões de toneladas de CO₂ equivalente na atmosfera.

A ministra também destacou uma nova queda nos alertas de desmatamento no ciclo mais recente, de agosto de 2025 a fevereiro de 2026. Nesse período, a Amazônia registrou uma redução adicional de 33%, enquanto o Cerrado teve uma diminuição de 7%.

Marina Silva expressou otimismo, afirmando que, se o ritmo atual for mantido, o país tem a perspectiva de alcançar a menor taxa de desmatamento da série histórica. A preservação desses biomas é crucial para o equilíbrio climático global, cujas alterações podem afetar diretamente o clima e os recursos naturais da nossa região.

Fortalecimento Institucional e Orçamentário

A recuperação da capacidade institucional do MMA foi outro pilar da gestão. Marina Silva relatou que, ao assumir em janeiro de 2023, encontrou uma estrutura que necessitava de reconstrução em suas capacidades política, ética, técnica, administrativa e operacional. Ao longo do período, o Estado ambiental brasileiro foi recomposto.

Mais de 1.557 servidores foram incorporados ao sistema do MMA, distribuídos entre Ibama, ICMBio e Jardim Botânico do Rio de Janeiro. Esse reforço humano foi acompanhado por um aumento substancial no orçamento anual da pasta, que mais que dobrou.

O orçamento cresceu 120%, passando de R$ 865 milhões em 2022 para R$ 1,9 bilhão em 2025. A ministra enfatizou que a reconstrução institucional se traduz em pessoas, recursos financeiros, governança e capacidade de execução das políticas ambientais.

Intensificação da Fiscalização Ambiental

O aumento das equipes e dos recursos financeiros permitiu uma atuação mais incisiva nas áreas mais ameaçadas. Entre 2022 e 2025, o Brasil registrou 3,4 milhões de hectares em processo de recuperação da vegetação nativa, um esforço significativo para reverter danos ambientais.

As ações de fiscalização do Ibama na Amazônia cresceram 80%, e as do ICMBio aumentaram 24% na comparação com 2022. Consequentemente, as áreas embargadas na Amazônia subiram 51% pela atuação do Ibama e 44% pela do ICMBio.

A mineração ilegal na Amazônia também foi alvo de combate, resultando em uma redução de 50% na área afetada. Essas medidas de fiscalização são essenciais para proteger os recursos naturais e combater crimes ambientais, cujas consequências podem reverberar em todo o território nacional, incluindo as áreas costeiras e de Mata Atlântica da Região dos Lagos.

Legado e Continuidade da Política Ambiental

A saída de Marina Silva marca a passagem do comando do MMA para João Paulo Ribeiro Capobianco, nomeado por decreto presidencial. A ministra expressou confiança de que a nomeação de Capobianco garantirá a continuidade das políticas ambientais adotadas pelo governo Lula nos últimos anos.

Em suas palavras de despedida, Marina Silva descreveu a ação política como um serviço e se declarou “persistente”, não otimista nem pessimista. Ela utilizou a metáfora de “anjos com uma só asa” para ilustrar a necessidade de união para alcançar grandes objetivos, afirmando que “a imagem muda quando a realidade muda. E a realidade mudou”.

A ministra concluiu com um alerta sobre a importância da ciência e da verdade na governança ambiental, ressaltando que “não existe civilização se o negacionismo prevalece. Se prevalece, talvez não exista nem planeta.” A continuidade de políticas ambientais robustas é uma expectativa para a população de Rio das Ostras e Região dos Lagos, que valoriza a natureza e seus ecossistemas.

Para mais informações sobre as políticas ambientais e seus impactos, continue acompanhando as atualizações do Rio das Ostras Jornal.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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