Combustíveis: Petrobras nega defasagem nos preços e reforça política de reajustes | Rio das Ostras Jornal

Combustíveis: Petrobras nega defasagem nos preços e reforça política de reajustes

Posicionamento da empresa se deu em resposta a questionamento da Comissão de Valores Mobiliários. Fernando Frazão/Agência Brasil - Arquivo

Estatal destacou que mudança de preços não tem periodicidade fixa, pois ocorre após análises técnicas, e mencionou aumento de R$ 0,70

Petrobras negou a informação de que opera com custos de combustíveis defasados em relação ao mercado internacional e informou que segue uma estratégia comercial para definição dessas tabelas. O posicionamento surgiu em resposta a um ofício da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), que questionou a empresa após notícias apontarem supostas interferências na política de preços da estatal.

O pedido da CVM se baseou em declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a necessidade de evitar repasses ao consumidor de taxas decorrentes da alta internacional do petróleo, em meio à guerra no Oriente Médio. A estatal também rebateu cálculos de agentes de mercado, que mencionavam descontos expressivos aplicados ao diesel e à gasolina vendidos, frente à paridade internacional.

Dados da Abicom (Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis) divulgados no início desta semana detalham que a defasagem dos preços nas refinarias da Petrobras atingiu R$ 3,05 por litro para o óleo diesel e R$ 1,61 para a gasolina.

No entanto, a Petrobras reiterou que os reajustes de preços da empresa não têm periodicidade fixa e ocorrem com base em análises técnicas, que levam em conta condições de refino, logística e o objetivo de reduzir volatilidades no mercado interno. A empresa acrescentou que a política atual, anunciada em 2023, “busca evitar o repasse automático de [preços decorrentes de] oscilações externas” aos consumidores.

A estatal também lembrou medidas adotadas recentemente, como o aumento de R$ 0,38 por litro no preço do Diesel A para distribuidoras e a adesão ao programa federal de subvenção de R$ 0,32 por litro. O efeito combinado equivale a um acréscimo de R$ 0,70 por litro.

Sobre os números divulgados por analistas — que mencionavam perdas potenciais bilionárias caso a defasagem persistisse —, a estatal respondeu que não reconhece essas estimativas e reforçou o compromisso com a sustentabilidade financeira da empresa, bem como declarou que a governança e os deveres fiduciários são plenamente observados.

R7

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