
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu um alerta importante para a saúde pública brasileira, anunciando a proibição de 52 lotes do suplemento alimentar Dietary Supplement Rosabella Moringa Capsules. O produto, fabricado pela empresa estadunidense Ambrosia Brands, é feito a partir da planta Moringa oleifera e está sob suspeita de contaminação por uma cepa de Salmonella resistente a antibióticos, além de ser um item cuja base, a moringa, já é proibida para uso em alimentos no Brasil.
A medida preventiva da Anvisa visa proteger os consumidores brasileiros de um risco duplo: a infecção por uma bactéria perigosa e a exposição a uma planta sem comprovação de segurança para consumo humano. A decisão reforça a vigilância constante da agência sobre produtos importados e a importância de adquirir apenas itens regulamentados no país.
Suplemento sob alerta: a ameaça da Salmonella resistente
A proibição dos lotes do Dietary Supplement Rosabella Moringa Capsules surge em um contexto de preocupação internacional. Nos Estados Unidos, o mesmo produto foi associado a um surto de contaminação por um tipo específico de bactéria Salmonella. O que torna essa situação ainda mais grave é a resistência dessa cepa a antibióticos de primeira linha e alternativos, dificultando o tratamento em caso de infecção.
A Salmonella é uma bactéria conhecida por causar infecções gastrointestinais em humanos, com sintomas que geralmente se manifestam entre 12 e 72 horas após a ingestão de alimentos ou produtos contaminados. Os quadros mais comuns incluem diarreia, febre e cólicas abdominais, que podem durar de quatro a sete dias. Embora a maioria das pessoas se recupere sem tratamento específico, a infecção pode ser particularmente perigosa para grupos vulneráveis.
Crianças menores de cinco anos, idosos e indivíduos com o sistema imunológico comprometido correm maior risco de desenvolver formas graves da salmonelose. Nesses casos, a infecção pode evoluir para complicações sérias como endocardite (inflamação do revestimento interno do coração) e artrite. A resistência da cepa identificada no suplemento exige o uso de medicamentos mais específicos e potentes, tornando o tratamento mais complexo e prolongado, caso a infecção se agrave.
Moringa oleifera: planta proibida e riscos à saúde
Além do risco iminente de contaminação por Salmonella, a proibição desses suplementos também reacende o debate sobre a Moringa oleifera. No Brasil, produtos feitos a partir dessa planta são proibidos pela Anvisa desde 2019, por meio da RE 1.478. A agência tem reiterado que a moringa não possui comprovação de segurança para uso em alimentos, independentemente de sua forma de apresentação, seja em chás, cápsulas, comprimidos, barras, pó ou bebidas.
As avaliações de segurança realizadas pela Anvisa em diversas ocasiões não foram capazes de afastar potenciais efeitos genotóxicos e hepatotóxicos da planta. Isso significa que a moringa pode ter a capacidade de danificar o material genético, aumentando o risco de desenvolvimento de câncer, e causar danos ao fígado, um órgão vital para o metabolismo e desintoxicação do corpo. A falta de dados que garantam a inocuidade da planta para consumo humano levou à sua proibição no mercado alimentício brasileiro.
Comercialização irregular e o perigo das promessas falsas
A Anvisa esclarece que, embora o distribuidor estrangeiro, Ambrosia Brands, LLC, tenha informado sobre a distribuição do produto ao Brasil, até o momento não foi identificada a importação desses lotes para fins comerciais. Contudo, a agência encontrou anúncios em plataformas de e-commerce que oferecem a possibilidade de compra internacional, o que indica que o produto pode estar sendo importado por pessoas físicas para consumo pessoal.
É fundamental ressaltar que o Dietary Supplement Rosabella Moringa Capsules não possui registro no Brasil. Mesmo assim, a Anvisa tem monitorado a venda irregular de itens à base da planta, muitos deles divulgados com promessas terapêuticas enganosas, como tratamento ou cura de doenças graves como câncer, diabetes e problemas cardiovasculares. Tais alegações não são permitidas para alimentos e representam um grave risco à saúde dos consumidores, que podem abandonar tratamentos médicos comprovados em favor de produtos ineficazes e potencialmente perigosos.
Diante desse cenário, a agência orienta a população a não adquirir esses itens e a não consumir produtos já comprados. Anúncios com imagens e textos apenas em inglês, sem informações em português sobre a origem ou a composição, são um forte indicativo de que o produto não segue as regras brasileiras e é irregular. Quem se deparar com esse tipo de publicidade deve fazer uma denúncia às autoridades sanitárias locais ou diretamente à Anvisa, contribuindo para a proteção da saúde coletiva. Mais informações sobre os canais de atendimento da Anvisa podem ser encontradas no site oficial da agência.
Para se manter sempre atualizado sobre questões de saúde pública, segurança alimentar e outros temas relevantes que impactam o dia a dia, continue acompanhando o Rio das Ostras Jornal. Nosso compromisso é trazer informação de qualidade, contextualizada e apurada, ajudando você a tomar decisões informadas para sua saúde e bem-estar.
Fonte: noticiasaominuto.com.br
0 comentários:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!