O empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, assinou um termo de confidencialidade com a PGR (Procuradoria-Geral da República), movimento que reforça os indícios de que ele pode avançar para um acordo de colaboração premiada nas investigações que envolvem a instituição financeira.
A formalização do compromisso de sigilo costuma ser uma
etapa preliminar em negociações desse tipo. A assinatura do termo não
significa, por si só, que o acordo de delação está fechado, mas aponta que há
conversas em andamento.
Nesse estágio, o investigado se compromete a manter absoluto
sigilo sobre o conteúdo das negociações, evitando qualquer divulgação pública
ou privada que possa comprometer o processo.
Com o termo de confidencialidade em vigor, qualquer quebra
de sigilo pode ter consequências. Além de comprometer a credibilidade do
colaborador, a divulgação indevida de informações pode levar à suspensão das negociações
ou até à inviabilização do acordo.
Caso as tratativas avancem, o próximo passo é a formalização
do acordo de colaboração, que precisa ser homologado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Transferência para a Superintendência da PF
Na noite desta quinta-feira (19), Vorcaro foi transferido da
Penitenciária Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal na
capital federal.
A medida foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça após
um pedido da defesa do empresário.
A mudança do local de prisão do banqueiro é mais um
indicativo de que ele pretende firmar um acordo de delação premiada.
Na última terça-feira (17), o advogado José Luis Oliveira
Lima, que defende Vorcaro, teve
uma reunião no STF com Mendonça e conversou sobre a possibilidade de delação.
Conhecido como “Juca”, o advogado já negociou delações para
clientes que defendeu em grandes escândalos no passado.

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