O estabelecimento se apresentava como promotora de crédito, porém os fiscais
identificaram três CNPJs diferentes vinculados ao local e não foi apresentada
documentação que comprovasse autorização do Banco Central para atuação como
correspondente bancário.
De acordo com resolução do Banco Central (BACEN), empresas que operam como
correspondentes bancários devem manter contratos formais com instituições
financeiras autorizadas, comprovando que estão habilitadas a oferecer serviços
de crédito. No entanto, tais documentos não foram apresentados durante a
fiscalização, configurando descumprimento da regulamentação.
Além disso, os agentes constataram que o estabelecimento ofertava empréstimos
vinculados ao cartão de crédito, modalidade que não é regulamentada pelo Banco
Central nos termos em que estava sendo oferecida. A fiscalização também
identificou taxas de juros superiores a 20% ao ano. Considerando o atual
patamar da taxa Selic, a taxa média permitida gira em torno de 15% ao ano, o
que levanta indícios de prática de agiotagem.
Diante das irregularidades e do risco aos consumidores, especialmente pessoas
idosas, o estabelecimento foi interditado de forma cautelar. A DEAPETI
acompanhou a ação e dará prosseguimento às apurações.
Durante a operação, os agentes, em parceria com o Sindicato dos Bancários,
também fiscalizaram agências bancárias localizadas na Tijuca e em Niterói,
resultando na autuação de nove instituições financeiras por falhas na prestação
de serviços.
Em seis das agências fiscalizadas, os agentes identificaram longas filas para
atendimento, com tempo de espera superior a uma hora, inclusive para pessoas
com direito ao atendimento prioritário. A legislação estadual estabelece que o
tempo máximo de espera em filas bancárias não deve ultrapassar 20 minutos.
Também foram constatadas outras irregularidades, como ausência de caixa
eletrônico preferencial, elevador de acessibilidade inoperante há cerca de 15
dias, falta da escala de funcionários em local visível ao público e ausência do
certificado de aprovação do Corpo de Bombeiros.
Segundo o secretário de Estado de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, a
fiscalização busca coibir práticas abusivas e garantir segurança nas relações
de consumo.
- Não vamos permitir que consumidores, especialmente os mais vulneráveis, sejam
expostos a ofertas de crédito irregular ou a serviços prestados de forma
inadequada. A fiscalização atua para garantir transparência, respeito às normas
e proteção ao consumidor -, afirmou o secretário.
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3/10/2026
Suspeita de agiotagem: correspondente bancário é interditado em operação da SEDCON e PROCON-RJ
Um correspondente bancário localizado no centro
foi interditado cautelarmente nesta segunda-feira (09/03) durante uma
operação da Secretaria de Estado de Defesa do Consumidor (SEDCON) e do Procon
do Estado do Rio de Janeiro (PROCON-RJ). A ação contou com o apoio da Delegacia
Especializada de Atendimento à Pessoa da Terceira Idade (DEAPETI).

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