Polícia Federal cumpriu, nesta manhã de segunda-feira (9),
mandados de prisão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal. Delegado federal
preso é suspeito de tentar interferir no andamento do processo de Gerel Lusiano
Palm.
A Polícia Federal investiga a suspeita de que o delegado
federal Fabrizio Romano e Alessandro Pitombeira Carracena, ex-secretário
estadual de Esportes do Rio de Janeiro, tenham recebido R$ 150 mil em propina
da advogada Patrícia Falcão para interferir no processo de extradição do
traficante Gerel Lusiano Palm.
Nesta
segunda-feira (9), o Supremo Tribunal Federal (STF) expediu mandados de prisão para
serem cumpridos nos bairros do Recreio dos Bandeirantes, Jacarepaguá e Barra da
Tijuca, na Zona Sudoeste do Rio.
O delegado Fabrizio Romano e a advogada Patrícia Falcão
foram presos nesta segunda. Alexandre Carracena estava preso deste setembro de
2025. Agora, ele passa a ter um outro mandado de prisão.
O traficante Gerel Palm foi preso em julho de 2021 por tentativa de homicídio, porte ilegal de armas e tráfico de drogas. Natural de Curaçao, Gerel chegou a ser procurado pelo DEA, órgão da polícia americana responsável pela investigação ao tráfico internacional de drogas.
De acordo com as investigações, a advogada Patrícia, que representa Gerel, procurou por Carracena, em 2023, e teria oferecido o dinheiro para ele auxiliar no processo de extradição do criminoso. As investigações apontam que o ex-secretário teria utilizado de sua influência política para acionar pessoas para atender a advogada.
Um deles, segundo a PF, seria o delegado Fabrizio Romano,
lotado na Delegacia Previdenciária. Há suspeita de que o delegado teria pedido
um adiantamento de parte dos R$ 150 mil. Romano também é suspeito de acessar o
sistema da polícia e buscar acesso aos processos referentes a Gerel.
A operação integra a força-tarefa Missão Redentor II, criada
em cumprimento a uma decisão do Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF 635,
a ADPF das Favelas. A iniciativa busca fortalecer a produção de inteligência e
a repressão aos principais grupos criminosos violentos no RJ, com foco na
identificação de conexões entre organizações criminosas e agentes públicos.
Os investigados poderão responder, de acordo com o grau de participação, pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.
O que dizem os citados
A defesa técnica de Fabrizio Romano informou que não teve
acesso à decisão que determinou sua prisão.
O g1 procura pela defesa dos outros
envolvidos no caso.
Por Marco
Antônio Martins, g1 Rio




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