
A prática de tortura em Israel contra palestinos é descrita como sistemática e apoiada pelo Estado, segundo relatório da relatora especial da ONU para os direitos humanos nos territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese. O documento, publicado recentemente, aponta que a tortura é uma doutrina de Estado, com apoio dos altos escalões do governo e da sociedade civil, sendo parte de uma estratégia de dominação colonial.
Tortura como doutrina de Estado
Francesca Albanese afirma que a tortura contra palestinos, incluindo crianças, mulheres e homens, é sistemática e generalizada. O relatório destaca que essa prática tem o apoio do Executivo, Legislativo e Judiciário israelense, além de setores da sociedade civil, como profissionais de saúde, autoridades religiosas e jornalistas. Essa colaboração cria um ambiente que sustenta as violações dos direitos humanos.
Escala sem precedentes
Embora a tortura contra palestinos não seja nova, o relatório indica que a prática ganhou uma escala sem precedentes recentemente, com uma legitimação social que perpetua a impunidade. Albanese descreve um regime de humilhação e dor sancionado pelos mais altos escalões políticos, que agora é praticado abertamente.
Relato de sobreviventes
O relatório de 23 páginas é baseado em mais de 300 depoimentos, incluindo relatos de sobreviventes de tortura, denunciantes israelenses e organizações que atuam nas prisões de Israel. Albanese destaca que a tortura inclui métodos como estupros, fome induzida, privação de sono, espancamentos e choques elétricos. Crianças são detidas sem acusação formal e têm negado o contato com a família e advogados.
Impunidade e resposta de Israel
O relatório denuncia a impunidade quase total, com mais de 1.300 denúncias de tortura entre 2001 e 2020 resultando em apenas duas investigações e nenhuma acusação formal. A missão de Israel em Genebra respondeu acusando Albanese de antissemitismo e alegando que o relatório mina a credibilidade dos órgãos de direitos humanos da ONU.
Genocídio em curso
Albanese conclui que a institucionalização da tortura é parte de um genocídio em curso contra o povo palestino. Desde outubro de 2023, entre 84 e 94 palestinos morreram sob custódia do Estado de Israel, segundo o relatório. A relatora destaca que a prática é uma tentativa de aniquilar a identidade palestina.
O Rio das Ostras Jornal continuará acompanhando o desenrolar deste caso, trazendo informações atualizadas e relevantes sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
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