29/03/2026

Pesquisa revela que adolescentes ainda estão desprotegidos contra o HPV

99% dos casos de câncer de colo do útero e por boa parte dos tumores de ânus, pê
99% dos casos de câncer de colo do útero e por boa parte dos tumores de ânus, pê

Uma recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trouxe à tona uma preocupação significativa: muitos adolescentes brasileiros ainda não estão protegidos contra o HPV, vírus responsável por uma alta porcentagem dos casos de câncer de colo do útero, além de outros tipos de tumores. A vacina contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), é uma medida eficaz, mas sua adesão ainda é insuficiente.

Baixa adesão à vacina entre adolescentes

De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), apenas 54,9% dos estudantes entre 13 e 17 anos têm certeza de que foram vacinados contra o HPV. Esse dado é preocupante, considerando que a vacina é mais eficaz quando administrada antes do início da vida sexual, geralmente recomendada entre 9 e 14 anos.

O estudo revelou que 10,4% dos adolescentes não haviam sido vacinados e 34,6% não sabiam se tinham recebido a vacina. Isso representa um contingente significativo de jovens desprotegidos, estimado em cerca de 1,3 milhão.

Impacto da desinformação e resistência

A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabela Balallai, destacou que a falta de informação é um dos principais fatores para a baixa adesão à vacinação. Muitos adolescentes e seus responsáveis desconhecem a necessidade e a importância da vacina, além de haver resistência por parte de alguns pais.

Outros fatores incluem a dificuldade de acesso aos locais de vacinação e a falta de compreensão sobre a função da vacina. Entre os estudantes não vacinados, 7,3% relataram que seus responsáveis não permitiram a vacinação.

Diferenças entre escolas públicas e privadas

A pesquisa também apontou diferenças entre estudantes de escolas públicas e privadas. Enquanto 11% dos alunos da rede pública não se vacinaram, esse número cai para 6,9% nas escolas privadas. No entanto, a resistência dos pais é mais comum entre os alunos de escolas privadas.

As escolas podem desempenhar um papel crucial na superação desses desafios, oferecendo informações e facilitando o acesso à vacinação.

Iniciativas para aumentar a cobertura vacinal

O Ministério da Saúde tem adotado estratégias para aumentar a cobertura vacinal, incluindo campanhas de resgate para adolescentes de 15 a 19 anos que não foram vacinados na faixa etária recomendada. Até o momento, 217 mil jovens foram imunizados, e a campanha continua até junho de 2026.

Além disso, a vacina contra o HPV passou a ser aplicada em dose única desde 2024, o que pode facilitar a adesão.

Importância da conscientização e educação

Casos como o da jornalista Joana Darc Souza, que mantém a vacinação das filhas em dia, evidenciam a importância da conscientização familiar sobre a eficácia das vacinas. A educação e o apoio de profissionais de saúde, como pediatras, são fundamentais para o sucesso das políticas de vacinação.

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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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