
Foto: Divulgação
Artigo Por Angel Morote
A nomeação de Pablo Kling como novo Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Rio das Ostras, publicada no Jornal Oficial nº 1933 na última terça-feira, dia 11 de março, não foi apenas uma movimentação administrativa de rotina. Ela representa, de forma clara, o reconhecimento da Administração Municipal de que o modelo de gestão anterior na pasta havia se esgotado e não vinha entregando os resultados esperados pela população e pelo trade turístico.
A saída do antigo secretário, embora não oficializada com
justificativas explícitas pela Prefeitura,
ocorre em um momento de crescente insatisfação. O turismo, motor histórico da
economia riostrense, vinha apresentando sinais claros de estagnação. Faltavam
calendários de eventos robustos e antecipados, a divulgação do destino no
cenário nacional era tímida e a articulação com os empresários locais estava
fragilizada. A percepção geral era de uma secretaria operando em modo reativo,
sem planejamento estratégico e sem a agressividade necessária para competir com
outros destinos da região.
Um Choque de Gestão Anunciado
A escolha de um nome com o perfil técnico e a vasta
experiência de Pablo Kling – que
já atuou na TurisRio e na Secretaria de turismo de Petrópolis – é, em si, um diagnóstico
da ineficiência anterior. Ao buscar um gestor "de fora", com trânsito
nas esferas estadual e internacional, a Prefeitura
sinaliza que o conhecimento acumulado internamente não foi suficiente para
impulsionar o setor. O currículo de Kling,
focado em qualificação, marketing e governança, contrasta com a gestão que se
encerra, marcada pela falta de iniciativas estruturantes e por resultados que
ficavam aquém do potencial de Rio das
Ostras.
A declaração do novo secretário sobre "recolocar Rio das Ostras na prateleira dos
destinos relevantes" soa como uma constatação tácita de que a cidade havia
perdido espaço. O trade turístico, que vinha cobrando uma postura mais proativa
do poder público, recebe a mudança com expectativa de dias melhores. A
população, que depende do turismo para geração de emprego e renda, também
aguarda com ansiedade que a nova gestão consiga, finalmente, destravar o
potencial econômico do município, algo que a administração anterior não foi
capaz de fazer.
A permanência de Rodrigo
Peleteiro na Subsecretaria de Turismo
pode ser interpretada como uma tentativa de manter a continuidade de algumas
ações operacionais, mas o comando estratégico agora está sob nova direção, com
a missão clara de reverter o cenário de baixa performance que caracterizou a
gestão que se encerra. O tempo dirá se essa troca será suficiente para
reacender a economia do turismo em Rio
das Ostras, mas a mudança, por si só, já é um recado poderoso de que a
ineficiência não será mais tolerada.
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