MPRJ propõe indenização de R$ 200 mil em caso de injúria racial de advogada argentina | Rio das Ostras Jornal

MPRJ propõe indenização de R$ 200 mil em caso de injúria racial de advogada argentina

imitou macaco e fez o som do animal após discussão em um bar Reprodução/TV Globo
Reprodução G1

O caso da advogada argentina Agostina Páez, acusada de injúria racial, está gerando grande repercussão no Rio de Janeiro. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) propôs que ela pague uma indenização de cerca de R$ 200 mil aos funcionários de um bar em Ipanema, onde as ofensas ocorreram.

Entenda o caso: ofensas racistas em Ipanema

O incidente ocorreu em 14 de janeiro, quando Agostina Páez, de 29 anos, teria se envolvido em uma discussão com funcionários de um bar. Durante o conflito, ela teria imitado macacos e usado termos pejorativos como "negro" e "mono", este último significando "macaco" em espanhol. A atitude resultou em três acusações de injúria racial.

Julgamento e propostas do MPRJ

O julgamento de Agostina começou na 37ª Vara Criminal. Durante a audiência, o MPRJ e a defesa concordaram que, em caso de condenação, a advogada seja extraditada para cumprir a pena na Argentina. O Ministério Público sugeriu que a pena seja convertida em prestação de serviços comunitários, mas defendeu uma reparação financeira de 120 salários mínimos, cerca de R$ 190.452, metade da qual deve ser paga antes de uma possível extradição.

Defesa e alegações finais

A defesa de Agostina, representada pela advogada Carla Junqueira, argumenta que a ré reconhece o erro e demonstra arrependimento. A defesa solicitou a revogação das medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, e que Agostina possa retornar ao seu país. A decisão final do juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte é aguardada nos próximos dias.

Repercussão e contexto social

O caso ganhou notoriedade após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, que levou à investigação pela Polícia Civil. A prisão preventiva de Agostina foi decretada, mas ela foi liberada no mesmo dia, permanecendo no Brasil com tornozeleira eletrônica. A promotora Fabíola Tardin Costa destacou que o foco do MPRJ é a reparação do dano às vítimas, reforçando o compromisso do Brasil com o combate ao racismo.

O impacto do caso e o combate ao racismo

Este incidente ressalta a importância de se combater o racismo e discriminação, conforme os tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. O caso de Agostina Páez serve como um lembrete da necessidade de respeito às leis locais e da importância de medidas reparatórias efetivas para as vítimas de injúria racial.

O Rio das Ostras Jornal continuará acompanhando o desenrolar deste caso, reafirmando seu compromisso com a informação de qualidade e a justiça social.

Fonte: g1.globo.com

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