3/23/2026

Henry: Julgamento do caso Henry Borel é remarcado; Monique Medeiros responderá em liberdade

o Conselho de Sentença e leu a denúncia. A defesa de Dr. Jairinho deixou júri ap
Reprodução Temporealrj
Destaques:
  • O julgamento do caso Henry Borel foi adiado para 25 de maio.
  • Monique Medeiros obteve relaxamento da prisão e aguardará em liberdade.
  • A defesa de Jairo Souza Santos Júnior foi criticada por abandonar o plenário do júri.

O aguardado julgamento do caso Henry Borel, que investiga a morte do menino ocorrida há cinco anos, foi remarcado para o dia 25 de maio. A decisão de adiamento ocorreu após uma manobra processual da defesa de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, um dos réus no processo. Enquanto Monique Medeiros, mãe da criança e também ré, obteve o relaxamento da prisão e responderá em liberdade, Jairinho permanecerá sob custódia. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro havia inicialmente agendado o júri para a manhã desta segunda-feira, dia 23. A sessão chegou a ser iniciada, com a juíza Elizabeth Machado Louro compondo o Conselho de Sentença e realizando a leitura da denúncia. No entanto, o prosseguimento foi interrompido pelas ações da defesa de um dos acusados, gerando forte repercussão e críticas no ambiente judicial e público.

Remarcação do júri e a situação dos réus

A nova data para o julgamento do caso Henry Borel foi definida para 25 de maio. Esta remarcação surge em um contexto de intensa expectativa pública e familiar, dado o tempo decorrido desde o falecimento do menino. A decisão judicial sobre a situação dos réus trouxe desdobramentos distintos para os envolvidos. Monique Medeiros, mãe de Henry, teve sua prisão relaxada. Isso significa que ela aguardará o novo julgamento em liberdade, uma medida que ocorre em situações de ilegalidade no procedimento prisional. Por outro lado, Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, permanecerá detido, mantendo sua condição de réu preso até a realização do júri.

A polêmica manobra da defesa de Jairinho

O adiamento do julgamento foi provocado por uma ação da defesa de Jairo Souza Santos Júnior, que abandonou o plenário após ter um pedido de adiamento negado pela magistrada. A atitude foi prontamente criticada pela juíza Elizabeth Machado Louro, que a classificou como uma “interrupção indevida do recurso processual”. Segundo a magistrada, a manobra demonstrou um “franco desrespeito à orientação advinda do STF”. Este tipo de procedimento processual, quando não justificado, pode acarretar em consequências para os advogados envolvidos, além de atrasar significativamente o andamento da justiça em casos de grande relevância.

Repercussão e as críticas da magistrada

A juíza Elizabeth Machado Louro não apenas condenou a postura da defesa de Jairinho, mas também impôs sanções. Ela determinou que a banca de advogados do réu fosse responsabilizada pelo ressarcimento de todos os custos gerados pelo julgamento que seria realizado na segunda-feira, 23. Isso inclui despesas com deslocamento de servidores, hospedagem dos jurados e alimentação de todos os presentes. Além disso, a magistrada encaminhou o caso à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para que a entidade avalie a aplicação de “sanções ético-disciplinares” contra os defensores de Jairinho. A medida visa coibir práticas que possam comprometer a celeridade e a integridade do processo judicial.

O desabafo emocionado do pai de Henry

O pai de Henry, Leniel Borel, expressou profunda indignação e tristeza diante da interrupção do julgamento. Em um depoimento emocionado, ele afirmou que a manobra da defesa representou um novo golpe, declarando que “assassinaram o Henry pela segunda vez hoje aqui”. O pai reiterou seu compromisso inabalável com a memória do filho, prometendo continuar lutando por justiça. Leniel também acusou a defesa de causar transtornos não apenas ao processo, mas também à sua família. “Vocês estão vendo uma defesa que abandonou um júri; eles fazem terrorismo comigo e com a minha família”, desabafou. A fala de Leniel reflete a exaustão e a dor de uma família que busca respostas e justiça há anos, enfrentando os desafios e as complexidades do sistema judicial. Para mais detalhes sobre o abandono do júri, veja a notícia em Tempo Real.

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