Anúncio foi feito pela porta-voz do Departamento de Estado
americano, Amanda Robertson; caso confirmada, a medida permite sanções
financeiras e bloqueio de bens
O governo dos Estados Unidos deve classificar as
facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital
(PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas
transnacionais. Questionada pela Jovem Pan, a porta-voz do
Departamento de Estado americano e assistente de Marco Rubio, Amanda Robertson,
confirmou a informação. O anúncio aconteceu durante a cúpula “Escudo das
Américas” – evento liderado por Donald Trump que reuniu líderes
latino-americanos alinhados ao seu governo -, realizada na cidade de
Doral, no sul da Flórida.
Caso a medida seja confirmada, os grupos criminosos
brasileiros entrarão na lista oficial de organizações terroristas
estrangeiras (FTO, na sigla em inglês) mantida por Washington. Na
prática, o enquadramento permite a ampliação da cooperação
internacional para investigações, o bloqueio de ativos e
a aplicação de sanções financeiras contra as facções. Para entrar
em vigor, o procedimento exige o cumprimento de etapas formais, que incluem
a comunicação ao Congresso dos Estados Unidos e a publicação
da decisão no diário oficial americano (Federal Register).
Durante a cúpula na Flórida, os Estados Unidos firmaram
um acordo de cooperação de segurança com seis países que fazem
fronteira com o Brasil, criando um “cinturão” estratégico. O tratado
permite a realização de ações militares americanas nos
territórios dessas nações signatárias.
O governo brasileiro não foi convidado para participar do evento. Segundo o Departamento de Estado americano, os EUA continuarão trabalhando em parceria com o Brasil, mas esperam que o país atenda às necessidades de segurança apontadas pelo bloco do Hemisfério Norte.
A possível sanção americana ocorre semanas após o presidente
Lula (PT) afirmar ter conversado por telefone com Donald Trump. Na ocasião, o
presidente brasileiro sugeriu o envio de agentes da Polícia Federal e da
Receita Federal aos EUA para demonstrar os esforços do Brasil no combate ao
crime organizado. Nos bastidores, parlamentares brasileiros e autoridades
internacionais se movimentam para apoiar a aprovação da medida pelo governo
Trump.


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