27/03/2026

Desemprego sobe para 5,8% em fevereiro, mas é o menor para o trimestre

Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, e mostrou também recorde no salário do tr
Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, e mostrou também recorde no salário do tr

No trimestre encerrado em fevereiro, a taxa de desemprego no Brasil subiu para 5,8%, conforme divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Apesar da elevação em relação ao trimestre anterior, quando o índice era de 5,2%, este é o menor resultado para um trimestre encerrado em fevereiro desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012.

Contexto e Comparações Históricas

O aumento na taxa de desemprego, embora significativo, ainda representa uma melhora em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o índice era de 6,8%. Historicamente, o mercado de trabalho brasileiro tem enfrentado desafios, especialmente durante a pandemia de covid-19, quando a taxa de desocupação atingiu picos de 14,9% em 2020 e 2021.

Impactos no Mercado de Trabalho

O levantamento do IBGE revelou que, no trimestre encerrado em fevereiro, o Brasil contava com 102,1 milhões de pessoas ocupadas e 6,2 milhões em busca de emprego. A alta no desemprego pode ser atribuída à perda de vagas em setores como saúde, educação e construção, conforme explicou Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE. Ela destacou que muitos contratos temporários no setor público são encerrados na transição de um ano para outro, impactando o nível de ocupação.

Rendimento e Formalização

Apesar do aumento no desemprego, o rendimento médio mensal dos trabalhadores alcançou um recorde de R$ 3.679, representando um crescimento de 2% em relação ao trimestre anterior e de 5,2% em comparação ao mesmo período do ano passado. Esse aumento é impulsionado pela maior demanda por trabalhadores e pela tendência de formalização em setores como comércio e serviços.

Informalidade e Trabalho Autônomo

O número de trabalhadores por conta própria permaneceu estável em 26,1 milhões, mas registrou um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior. A taxa de informalidade, que inclui trabalhadores sem garantias trabalhistas, foi de 37,5%, ligeiramente abaixo dos 37,7% registrados no trimestre anterior.

Critérios da Pesquisa

A pesquisa do IBGE considera pessoas a partir de 14 anos e abrange todas as formas de ocupação, incluindo trabalho sem carteira assinada e autônomo. Uma pessoa é considerada desocupada apenas se tiver procurado emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. O levantamento abrange 211 mil domicílios em todo o país.

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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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