Caminhada do Silêncio em São Paulo destaca violência de estado | Rio das Ostras Jornal

Caminhada do Silêncio em São Paulo destaca violência de estado

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São Paulo - A 6ª edição da Caminhada do Silêncio pelas Vítimas de Violência do Estado ocorreu no último domingo, reunindo centenas de pessoas em um ato simbólico e carregado de significado histórico. O evento teve início em frente ao antigo prédio do DOI-Codi, na rua Tutóia, um local que remete à repressão e tortura durante a ditadura militar brasileira.

Um percurso de memória e resistência

O cortejo seguiu pelas ruas da zona sul de São Paulo, dirigindo-se ao Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, localizado no Parque Ibirapuera. Durante o trajeto, os manifestantes foram acompanhados pela polícia militar, que escoltava o grupo enquanto eles caminhavam em silêncio.

Organizado pelo Movimento Vozes do Silêncio, com apoio do Instituto Vladimir Herzog e do Núcleo de Preservação da Memória Política, o evento contou com a presença de familiares de vítimas e representantes de movimentos de direitos humanos. A caminhada buscou não apenas relembrar os crimes da ditadura, mas também denunciar a continuidade das violências de estado nos dias atuais.

O impacto duradouro da ditadura militar

Lorrane Rodrigues, coordenadora do Instituto Vladimir Herzog, destacou a importância de discutir os impactos da ditadura militar no Brasil contemporâneo. Segundo ela, é fundamental compreender como os eventos desse período ainda afetam a sociedade e a democracia atuais. A caminhada visa aproximar o passado do presente, promovendo uma reflexão sobre o fortalecimento da democracia.

Rodrigues enfatizou a necessidade de implementar as recomendações da Comissão Nacional da Verdade, que propôs 49 medidas ao estado brasileiro para lidar com os crimes da ditadura. No entanto, muitas dessas recomendações ainda não foram plenamente cumpridas.

Herança de impunidade e a luta por justiça

Rogério Sotilli, diretor executivo do Instituto Vladimir Herzog, afirmou que a Caminhada do Silêncio é uma resposta coletiva ao autoritarismo e às tentativas de apagamento histórico. Ele ressaltou que a herança de impunidade da ditadura ainda se reflete na violência de estado enfrentada atualmente no Brasil.

O evento contou com a participação de mais de 30 organizações da sociedade civil, que também destacaram a possibilidade de afastar a aplicação da Lei da Anistia em casos de crimes permanentes, como a ocultação de cadáver, uma proposta defendida pelo ministro Flávio Dino, do STF.

Manifesto e compromisso com a memória

Durante o encerramento do evento, foi lido um manifesto que reforçou o compromisso com a memória, a verdade e a justiça. O texto destacou a importância de lembrar as vítimas da violência de estado para evitar a repetição dos erros do passado.

O manifesto também fez um chamado às novas gerações, à sociedade civil e às instituições para que se unam na defesa da democracia e na transformação das estruturas que perpetuam a violência e a impunidade.

Conclusão e continuidade da luta

A Caminhada do Silêncio reafirma a importância de resistir e lutar por uma sociedade mais justa e democrática. O evento não apenas homenageia as vítimas do passado, mas também busca garantir que suas histórias não sejam esquecidas e que a violência de estado não se repita.

O Rio das Ostras Jornal continuará acompanhando eventos e iniciativas que promovem a memória e a justiça, reforçando nosso compromisso com a informação de qualidade e a defesa dos direitos humanos.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

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