Marco Buzzi afirmou ter sido surpreendido ‘com o teor das
insinuações’ e negou a acusação
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) abriu na última
terça-feira (4) uma sindicância interna para apurar a acusação de
assédio sexual que teria sido praticado pelo ministro Marco Aurélio
Buzzi. Ele nega a acusação.
A decisão foi aprovada por unanimidade pelo plenário
do STJ, que designou os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio
Carlos Ferreira para integrarem a comissão responsável pela análise da
acusação.
Segundo nota divulgada pelo ministro, as acusações não
correspondem aos fatos. “O ministro
Marco Buzzi informa que foi surpreendido com o teor das
insinuações divulgadas por um site, as quais não correspondem aos fatos.
Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato
impróprio”, afirmou.
À Jovem Pan, o Conselho Nacional de Justiça
(CNJ) informou que foram colhidos depoimentos em relação ao caso na
manhã desta quarta-feira (4). “O caso está tramitando no âmbito da
Corregedoria Nacional de Justiça, em sigilo, como determina a legislação
brasileira. Tal medida é necessária para preservar a intimidade e a integridade
da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização”, diz o
comunicado.
Se for aberto procedimento e Buzzi for condenado, ele pode
sofrer sanções administrativas, que variam da advertência à aposentadoria
compulsória. A mãe da vítima, que é advogada, procurou ministros do STJ
para contar o caso. Um integrante do tribunal admitiu que não há disposição dos
colegas de proteger o ministro acusado.
JP

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