Protestos contra o regime iraniano voltaram a tomar as ruas e os céus de Teerã na noite deste sábado, após convocação do opositor Reza Pahlavi. No norte da capital, centenas de pessoas foram às sacadas e telhados às 20h (horário local) para gritar palavras de ordem como “Morte ao ditador” e “Morte a Ali Khamenei”, em referência ao líder supremo do Irã, Ali Khamenei.
As manifestações também se espalharam por outros bairros de
Teerã e cidades do interior do país, semanas após uma repressão estatal que,
segundo organizações de direitos humanos, deixou milhares de mortos. A entidade
HRANA, com sede nos Estados Unidos, afirma que o número de vítimas chegou a
7.008, com mais de 53 mil prisões registradas. A organização ainda apura mais
de 11 mil possíveis mortes.
Durante os atos, manifestantes entoaram slogans em defesa da
antiga monarquia iraniana, como “Viva o xá” e “Esta é a consigna nacional:
Reza, Reza Pahlavi”, em alusão ao filho do último monarca deposto após a
Revolução Islâmica de 1979.
Imagens divulgadas nas redes sociais mostram os cânticos
ecoando em diferentes pontos da capital, indicando a dimensão da mobilização e
a persistência do descontentamento popular.
A onda de protestos também teve reflexo fora do Irã. Em
Munique, na Alemanha, cerca de 200 mil pessoas se reuniram no complexo
Theresienwiese, durante a realização da Conferência de Segurança da cidade. O
ato reuniu exilados iranianos e simpatizantes, muitos portando a antiga
bandeira monárquica — verde, branca e vermelha, com o leão e o sol — e entoando
frases como “Vida longa ao xá” e “Pahlavi, volte”.
Durante a manifestação, Reza Pahlavi voltou a pedir ação da comunidade
internacional. “Chegou o momento de pôr fim à República Islâmica”, declarou.
Ele também solicitou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump,
apoio ao povo iraniano e defendeu uma “intervenção humanitária externa para
evitar mais mortes de civis”.
Manifestantes em Munique afirmaram que o objetivo era
demonstrar solidariedade aos que protestam dentro do Irã e pressionar por
medidas internacionais contra o regime. Integrantes da diáspora iraniana também
organizaram atos em cidades como Sydney, Melbourne, Toronto, Los Angeles e Tel
Aviv.
Segundo participantes, a mobilização busca apoio global para
um período de transição política no Irã, com a formação de um governo
provisório e posterior realização de um referendo.
As manifestações indicam que, apesar da forte repressão, a
insatisfação popular continua ativa dentro e fora do país, ampliando a pressão
internacional sobre o regime iraniano.
Com informações de AFP e EFE

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