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| Ao perceber a chegada dos policiais, um homem com uma mochila nas costas iniciou uma tentativa de fuga desesperada. |
Por Angel Morote
Conhecido como
"Tim", o acusado tentou fugir pulando muros, mas foi capturado com
farta carga de entorpecentes; criminoso afirmou que o "dono da boca"
reside no Rio de Janeiro
Uma ação
estratégica de cerco tático realizada pela guarnição do Grupamento de Ações
Táticas (GAT) resultou na prisão de um importante nome do tráfico local na
tarde desta terça-feira, 10 de fevereiro. A operação ocorreu na Rua
Joaquim Azevedo, no bairro Nova
Esperança (conhecido como Goiamum), em um ponto já mapeado pelo
setor de inteligência como local de intensa venda de drogas.
Ao perceber a
chegada dos policiais, um homem com uma mochila nas costas iniciou uma
tentativa de fuga desesperada. Ele
chegou a pular o muro de uma residência próxima ao número 42, mas foi
localizado pelos agentes escondido logo atrás da estrutura. Com ele, foi encontrada a mochila
contendo farto material entorpecente e um aparelho celular.
Tentativa de Suborno e Confissão
Durante a
abordagem, o elemento — que se identificou pelo vulgo "Tim" — confessou ser o gerente de
plantão daquela localidade. Em
uma tentativa de escapar do flagrante, o criminoso ofereceu dinheiro aos policiais
para que a prisão fosse relaxada. O
suborno foi prontamente negado pela guarnição, que deu voz de prisão imediata
ao acusado.
Indagado
sobre a origem das drogas, "Tim"
revelou que o proprietário do ponto de venda é um indivíduo conhecido como
"Pintinho", residente
no Rio de Janeiro. No local onde funcionava a "boca", os policiais ainda
encontraram outro aparelho celular, deixado para trás por um segundo comparsa
que conseguiu escapar do cerco.
Transparência e Flagrante
É importante
ressaltar que toda a ação policial foi registrada pelas câmeras operacionais
portáteis (Cop’s) acopladas ao
uniforme dos agentes. O
equipamento permaneceu ligado e em modo de ocorrência durante todo o tempo,
garantindo a transparência e a legalidade da prisão e da tentativa de suborno.
O envolvido e
todo o material apreendido foram conduzidos à 128ª Delegacia de Polícia
de Rio das Ostras. O acusado foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e
corrupção ativa, permanecendo preso à disposição da Justiça.
Saiba Mais: O que é Corrupção Ativa?
O caso
ocorrido no bairro Goiamum, onde
o suspeito ofereceu dinheiro para não ser preso, configura o crime de Corrupção Ativa, previsto no Artigo
333 do Código Penal Brasileiro.
O que você
precisa saber sobre esse crime:
- O
Ato de Oferecer: Diferente
do que muitos pensam, o crime se consuma no exato momento em que o
indivíduo oferece ou promete a vantagem indevida (dinheiro, bens ou
favores) ao funcionário público. Não
é necessário que o policial aceite o valor para que o crime exista.
- A
Pena: A punição para
quem tenta subornar um agente público é rigorosa, variando de 2 a 12 anos de reclusão, além do
pagamento de multa.
- Agravante:
Se, em razão da oferta, o
funcionário público realmente deixar de praticar seu dever (como não
prender o suspeito), a pena é aumentada em um terço.
- Corrupção
Passiva: Caso o
policial aceitasse ou solicitasse o valor, ele responderia pelo crime de Corrupção Passiva (Art.
317). Neste caso, a
integridade da equipe do Gat,
reforçada pelo uso das câmeras (Cop’s),
garantiu o cumprimento estrito da lei.

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