Declarações acontecem em meio a escalada das tensões entre
os países; Trump disse que a tropa que se dirige ao Irã é ‘ainda maior’ do que
a mobilizada contra a Venezuela
Em meio ao aumento das tensões entre os Estados Unidos e o
Irã, o exército norte-americano advertiu o país islâmico sobre os riscos de
escalada e desestabilização que os exercícios militares podem desencadear.
“Qualquer comportamento inseguro e pouco profissional nas
proximidades das forças americanas, parceiros regionais ou embarcações
comerciais aumenta os riscos de colisão”, disse o Exército em comunicado.
Entre domingo e segunda-feira, a Guarda
Revolucionária do Irã vai realizar manobras na costa do país, mais precisamente
no Estreito de Ormuz, um local de importância global para o tráfego de
petróleo.
Neste sábado (31), o Irã advertiu que suas Forças
Armadas estão “com o dedo no gatilho” e monitoram de perto os movimentos do
“inimigo”, em referência aos Estados Unidos, que mobilizaram uma grande
frota no Oriente Médio para uma possível ação militar contra Teerã.
“As Forças Armadas da República Islâmica do Irã estão em
completo estado de alerta defensivo e militar; os movimentos do inimigo na
região são monitorados com precisão e temos o dedo no gatilho”, afirmou o
comandante-chefe do Exército iraniano, general Amir Hatami, segundo informou a
agência de notícias “Mehr”.
Aumento das tensões entre EUA e Irã
As relações entre os Estados Unidos e o Irã, que já não eram
das melhores, escalaram ainda mais com o deslocamento de tropas
norte-americanas para o país islâmico.
Segundo declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald
Trump, a frota que se dirige ao Irã é “ainda maior” do que a mobilizada contra
a Venezuela, embora tenha deixado em aberto a possibilidade de um acordo com
Teerã. “Atualmente, uma grande frota está se dirigindo ao Irã, e é ainda maior
do que a que tínhamos perto da Venezuela. Veremos como os acontecimentos se
desenrolam. Posso dizer o seguinte: eles querem chegar a um acordo”, afirmou o
mandatário quando questionado pela imprensa no Salão Oval da Casa Branca.
Questionado se está dando a Teerã um prazo para chegar a um
acordo antes de empreender ações militares, o republicano respondeu que
“somente eles sabem com certeza”.
Trump garantiu na quinta-feira (29) que busca um acordo com
o governo iraniano para evitar que o país islâmico obtenha uma arma nuclear e
para que “pare de matar manifestantes”. Na sexta-feira (30), o ministro das
Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, declarou durante sua visita à
Turquia que seu país está disposto a negociar com os Estados Unidos uma solução
diplomática para a disputa nuclear iraniana, em negociações “equitativas e
justas”.
O chefe da diplomacia iraniana criticou, ao mesmo tempo, as
“contradições” americanas e garantiu que “um ataque militar não é uma opção”,
já que os bombardeios aéreos de junho do ano passado por parte de EUA e Israel
“não atingiram seu objetivo”.
Nos últimos dias, a Turquia tem tentado mediar o contato
entre Teerã e Washington, para evitar uma nova escalada militar na região do
Oriente Médio e facilitar uma nova rodada de negociações nucleares, que estão
estagnadas desde a guerra de 12 dias em junho.
*Com informações das agências internacionais

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