Líderes vão se encontrar na terça-feira (3) na Casa
Branca
A Colômbia anunciou que retomará os voos de deportação de
imigrantes dos Estados Unidos com aeronaves colombianas, após uma suspensão de
oito meses, poucos dias antes da reunião entre os presidentes Gustavo Petro e
Donald Trump.
O Ministério das Relações Exteriores da Colômbia declarou na
noite de quinta-feira (29) na rede X que aviões militares nacionais buscarão
seus cidadãos expulsos para garantir seu “tratamento digno”. “Faremos
cerca de 20 voos, um por semana, para ir trazendo essas pessoas”, detalhou
nesta sexta-feira (30) a chanceler colombiana, Rosa Villavicencio, em
entrevista coletiva.
Trata-se de cidadãos colombianos “que já contam com uma
resolução de expulsão” nos Estados Unidos, acrescentou.
Os dois presidentes se encontrarão na Casa Branca na
próxima terça-feira, após os desentendimentos de janeiro do ano passado,
quando Petro bloqueou a chegada de voos americanos com deportados, denunciando
maus-tratos e o fato de chegarem algemados — uma medida que desencadeou uma crise
diplomática.
Petro enviou aviões para buscar seus cidadãos e,
posteriormente, permitiu a entrada de aeronaves dos Estados Unidos sob a
condição de que seus direitos fossem respeitados. No entanto, em maio, o
governo suspendeu as autorizações após acusar Washington de não cumprir os
acordos.
A crise das deportações, em meio à ofensiva de Trump contra
a imigração irregular, foi o primeiro grande desentendimento entre esses dois
países tradicionalmente aliados.
Petro chegou ao ponto de comparar Trump a Adolf Hitler e,
durante uma visita a Nova York, pediu às autoridades policiais americanas que o
desobedecessem. O presidente republicano revogou o visto de seu par,
chamou-o de “líder do narcotráfico” e impôs sanções financeiras por
supostamente não combater o tráfico de drogas.
Mais recentemente, Trump ameaçou um ataque na Colômbia
semelhante ao que levou à prisão do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro em
3 de janeiro.
Os dois líderes conversaram por telefone em 7 de janeiro, de
forma cordial, e concordaram em se encontrar. Espera-se que discutam
estratégias para combater conjuntamente o tráfico de drogas na Colômbia, o
maior produtor mundial de cocaína.
*Com AFP

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