Prefeitura de Rio das Ostras cobra ação enérgica do Estado contra o crime organizado após toque de recolher | Rio das Ostras Jornal

Prefeitura de Rio das Ostras cobra ação enérgica do Estado contra o crime organizado após toque de recolher

Em nota oficial, o governo municipal esclareceu as competências de
cada esfera pública e destacou a necessidade de uma atuação mais rigorosa
das 
Polícias Civil e Militar. Foto: Divulgação

Por Angel Morote

Em nota oficial, governo municipal destaca parcerias como o Proeis e Segurança Presente, mas reforça que responsabilidade pelo policiamento e investigação é do Estado

A Prefeitura de Rio das Ostras quebrou o silêncio nesta quarta-feira, 21 de janeiro, sobre a onda de insegurança que paralisou os bairros Âncora e Nova Cidade. Em nota oficial, o governo municipal esclareceu as competências de cada esfera pública e destacou a necessidade de uma atuação mais rigorosa das Polícias Civil e Militar para combater as facções que tentaram impor um toque de recolher na cidade.

A administração reforçou que, embora a segurança pública seja uma atribuição constitucional do Governo do Estado, o município tem investido pesado em convênios para garantir a proteção dos cidadãos. O foco agora é manter um diálogo institucional permanente para cobrar o aumento do efetivo e providências que impeçam a intimidação da população pela criminalidade.

Ação Integrada: Município e Estado no combate ao crime

O grande destaque da gestão municipal tem sido a política de cooperação com as forças estaduais. Dentre as ações citadas para enfrentar o atual cenário, destacam-se:

  • Proeis (Programa Estadual de Integração na Segurança): O município custeia policiais militares em suas folgas para que atuem fardados e armados em apoio à Guarda Municipal, combatendo desde o comércio irregular até crimes mais graves.
  • Segurança Presente: A presença da operação no município é fruto de convênio e investimentos diretos da prefeitura para garantir o policiamento de proximidade.
  • Cobrança de Efetivo: A prefeitura confirmou que já comunicou formalmente os órgãos competentes sobre o problema de segurança nos bairros do setor norte e segue cobrando reforços imediatos.

Entenda o caso: O dia em que o crime parou bairros

A crise teve início após um confronto armado na noite de terça-feira (20), no Âncora. Nesta quarta-feira, criminosos em motocicletas ordenaram o fechamento do comércio, afetando também o transporte público e escolar.

O impacto mais dramático foi sentido por centenas de pais de alunos. Escolas como o IMERO, no bairro Nova Cidade, fecharam os portões sob ameaça, impedindo a efetivação de matrículas.

"Fiz tudo pelo pré-cadastro on-line e hoje dei com a cara no portão. É uma humilhação ficar no meio da rua com medo de bala perdida", desabafou uma mãe que preferiu não se identificar.

Resposta Imediata

Apesar da tensão, a resposta das forças de segurança foi rápida. Dois homens envolvidos nas ameaças aos lojistas foram presos pela PM e pela Aprev nas proximidades do Trevo e da Avenida das Flores. Um simulacro de pistola foi apreendido.

A Prefeitura finalizou a nota afirmando que todas as medidas adotadas pelo município — como a suspensão temporária de alguns atendimentos onde houve ameaça — visam proteger servidores e usuários, reduzindo prejuízos à população diante da instabilidade provocada pelo crime organizado.

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