Netanyahu aceita participar do Conselho de Paz de Trump em Gaza; Suécia rejeita | Rio das Ostras Jornal

Netanyahu aceita participar do Conselho de Paz de Trump em Gaza; Suécia rejeita

Jerusalém (Israel), 16/10/2025.- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, discursa durante a cerimônia do Dia Memorial da Guerra das Espadas de Ferro no Monte Herzl, em Jerusalém, Israel, 16 de outubro de 2025, para homenagear as vítimas dos ataques de 7 de outubro. (Jerusalém) EFE/EPA/ALEX KOLOMOISKY / POOL


Após mais de dois anos de ofensiva e mantendo ainda tropas e território ocupado em Gaza, Netanyahu passará a fazer parte do órgão encarregado, segundo a descrição da Casa Branca, de “fornecer supervisão estratégica, mobilizar recursos internacionais e garantir a prestação de contas enquanto Gaza passa do conflito para a paz e o desenvolvimento”

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, aceitou o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para se unir ao Conselho de Paz estabelecido pelo magnata, que supervisionará o desenvolvimento do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza.

“O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, anunciou que aceitou o convite do presidente americano Donald Trump e se unirá como membro do Conselho Supremo de Paz, que será composto por líderes mundiais”, afirma um comunicado divulgado nesta quarta-feira pelo gabinete do premiê israelense.

Após mais de dois anos de ofensiva e mantendo ainda tropas e território ocupado em Gaza, Netanyahu passará a fazer parte do órgão encarregado, segundo a descrição da Casa Branca, de “fornecer supervisão estratégica, mobilizar recursos internacionais e garantir a prestação de contas enquanto Gaza passa do conflito para a paz e o desenvolvimento”.

O presidente americano convidou alguns países para se unirem ao órgão como membros fundadores, por meio de cartas ou convites enviados aos seus líderes.

Entre outros, foram convidados o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus homólogos da Argentina, Javier Milei; do Paraguai, Santiago Peña; da Turquia, Recep Tayyip Erdogan; e do Egito, Abdel Fattah al-Sisi; assim como o rei da Jordânia, Abdullah II, e o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney.

Na segunda-feira, o Kremlin confirmou que o presidente russo, Vladimir Putin, “recebeu por canais diplomáticos a proposta de fazer parte do Conselho de Paz”, segundo afirmou Dmitry Peskov, porta-voz presidencial, em sua entrevista coletiva telefônica diária.

Enquanto isso, fontes próximas ao presidente francês, Emmanuel Macron, asseguraram que a França rejeitou ser integrante por considerar que a proposta atual vai além da situação em Gaza e levanta questões “sobre o respeito aos princípios e à estrutura das Nações Unidas que não podem ser questionados”. Noruega também já havia rejeitado o convite. Agora, foi a vez da Suécia: “Da forma como o texto está formulado agora, não é pertinente para nós assiná-lo”, disse o primeiro-ministro sueco, Ulf Kristersson.

Kristersson ressaltou que a Suécia ainda não enviou uma resposta formal, mas adiantou que “a resposta será não” e evitou especular sobre uma possível reação americana.

“Veremos para onde tudo isso vai. Naturalmente, a Suécia toma suas próprias decisões sobre os diversos acordos dos quais deseja fazer parte”, destacou o primeiro-ministro sueco.

O novo Conselho de Paz será presidido pelo próprio Trump, que nomeou uma junta executiva formada pelo secretário de Estado americano, Marco Rubio; pelo enviado especial para Gaza, Steve Witkoff; pelo genro do presidente, Jared Kushner; pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair; pelo diretor da Apollo Global Management, Marc Rowan; por Roberto Gabriel, assessor de Trump; e pelo presidente do Banco Mundial, o americano de origem indiana Ajay Banga.

O magnata americano também configurou um Comitê Executivo para Gaza em apoio ao Alto Representante para Gaza (o búlgaro Nickolay Mladenov) e ao comitê de tecnocratas palestinos que ficará a cargo do enclave (Comitê Nacional para a Administração de Gaza).

Este comitê, que conta com integrantes do Catar e da Turquia, despertou protestos no governo de Netanyahu, que considerou que o grupo incluía pessoas tolerantes com o grupo islâmico Hamas.

JP

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