O ministro argumentou que a defesa não apresentou novas
provas que contestassem a violação de medidas cautelares
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal
(STF), decidiu nesta segunda-feira (26) manter a prisão preventiva de Filipe
Martins, assessor para assuntos internacionais durante o governo do
ex-presidente Jair Bolsonaro. Em despacho, o magistrado argumentou que a defesa
não apresentou novas provas que contestassem a violação de medidas cautelares.
Em 2 de janeiro, Moraes decidiu converter a prisão
domiciliar de Filipe Martins em preventiva. Segundo o ministro, o
ex-assessor usou a rede social LinkedIn para pesquisar perfis de terceiros.
Antes da prisão domiciliar, Filipe Martins cumpria apenas
medidas cautelares. O ministro decidiu
alterar a condição do ex-assessor depois de Silvinei Vasques,
ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), fugir
do Brasil.
Em dezembro, Filipe Martins foi condenado a 21 anos de
prisão por crimes relacionados à trama golpista. Durante os julgamentos da
tentativa de golpe de Estado na Primeira Turma do STF, o ex-assessor integrou o
chamado “núcleo 2”, mesmo grupo de Silvinei Vasques.
De acordo com a ação penal, os seis réus teriam elaborado a
“minuta do golpe”, que consistia em um plano para assassinar o chefe do
Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin
(PSB), e o ministro Alexandre de Moraes. Eles também foram acusados de
articular ação no Nordeste para tentar impedir o voto de eleitores da região
nas eleições de 2022.
Em delação premiada, o tenente-coronel Mauro Cid disse que
Filipe Martins foi responsável por apresentar a “minuta do golpe” a Bolsonaro.
O documento determinava a convocação de novas eleições e a prisão de
adversários do ex-chefe do Executivo.
JP

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Obrigado pelo seu comentario.
Fique sempre ligado do que acontece em nossa cidade!